Última hora
This content is not available in your region

Preço do petróleo dispara com acordo da OPEP

Preço do petróleo dispara com acordo da OPEP
Tamanho do texto Aa Aa

O preço do petróleo disparou na sequência do acordo dos membros da OPEP para limitar a produção. O valor do barril de crude subiu 8 por cento com o Brent a passar a barreira dos 50 dólares. Em Viena, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) fechou um entendimento depois de meses de divergências. É a primeira vez em oitos anos que os 14 membros do cartel alcançam um entendimento para limitar a produção.

O presidente da OPEP, Mohammed bin Saleh al-Sada, esclareceu, no entanto, que a redução da produção em 1 milhão e duzentos mil barris diários, o que estabelece o limite máximo em 32 milhões e meio, está dependente do corte da produção de países exteriores ao cartel em 600 mil barris de crude por dia, cabendo metade desta fatia à Rússia. A cidade de Doha irá testemunhar a assinatura do acordo entre membros da OPEP e restantes países produtores no dia 9 de dezembro.

As negociações no seio do cartel foram duras e colocaram frente a frente o Irão e a Arábia Saudita. Teerão levou a melhor sobre Riade ao conseguir manter a cota de produção atual. Já a produção saudita será reduzida em meio milhão de barris por dia a partir de janeiro. Ao Iraque cabe o segundo maior corte com uma diminuição de 200 mil barris diários.

Fora destas contas fica a Indonésia que viu a sua participação no cartel suspensa. De acordo com o presidente do conselho de governadores, Mohamed Hamel, a redução pedida ao país asiático foi recusada por Jacarta e o esforço que lhe seria atribuído foi distribuído pelos restantes membros do cartel.

Os cortes anunciados pretendem provocar um choque nos mercados petrolíferos para tentar fazer os preços regressarem a valores superiores aos 100 dólares, registados há dois anos.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.