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EDF e governo francês acordam base para fecho de central nuclear

EDF e governo francês acordam base para fecho de central nuclear
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De Nara Madeira
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A administração da EDF, a maior produtora e distribuidora de energia de França, chegou a acordo, em termos de compensação financeira estatal ao grupo, com o governo francês para o encerramento da cent

A administração da EDF, a maior produtora e distribuidora de energia de França, chegou a acordo, em termos de compensação financeira estatal ao grupo, com o governo francês para o encerramento da central nuclear de Fessenheim. Trata-se apenas da primeira etapa neste processo que pode ser ainda longo e com um desfecho imprevisível.

Os sindicatos, que temem o que fecho da unidade representa em termos de empregos, começaram já a mobilizar-se. A empresa mostra-se confiante:

“O encerramento da central de Fessenheim será gradual e decorrerá durante um longo período, vários anos até ser desmantelada. O que é certo é que o emprego dos assalariados da EDF está garantido, e o governo criou uma estrutura, uma delegação, para a revitalização das instalações de Fessenheim, com projetos no domínio, por exemplo, da transição energética.”

O encerramento pode não significar menos uma central nuclear no país, mas dinheiro para a construção de outra, ainda assim nova. Para os ambientalistas é preciso pôr fim ao nuclear:

“Os reatores nucleares franceses estão a ficar velhos, eles vão fechar por razões de segurança nuclear e é preciso preparar os trabalhadores e a EDF para se converterem às energias renováveis, é isso que é preciso fazer hoje na EDF.”

Este acordo, agora alcançado, pode acabar por não se concretizar já que François Fillon, o candidato da direita francesa às presidenciais, já se comprometeu a manter a central em atividade se for eleito.

O país tem, atualmente, mais de três dezenas de centrais nucleares.

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