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Presidenciais: Os affaires de uma campanha

Presidenciais: Os affaires de uma campanha
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De  Antonio Oliveira E Silva com AFP
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Os escândalos que envolvem os candidatos François Fillon e Marine Le Pen parecem beneficiar o rival independente, Emmanuel Macron.

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Com AFP

A menos de dois meses da primeira volta das eleições presidenciais francesas, os eleitores dizem estar fartos da campanha e não saberem em quem votar, dececionados com os diferentes escândalos que abalaram o país e que envolvem dois dos principais candidatos, François Fillon e Marine Le Pen.

Os programas políticos parecem ter perdido a prioridade, cedendo o lugar, nos principais diários nacionais, às intenções por parte da Justiça relativamente a canidatos como François Fillon (LR, centro-direita) ou Marine Le Pen (FN, extrema-direita).

François Fillon, antigo primeiro-ministro do presidência Sarkozy (2007-2012) e candidato do centro-direita (Les Républicains), pagou caro nas intenções de voto as investigações de que é alvo por parte da Justiça francesa.

Apenas 25% dos eleitores dizem estar de acordo com que Fillon continue na corrida ao Eliseu.

No entanto, o candidato diz não ter a intenção de desistir e que o faz, mais do que por ele, “pela democracia”. Acusa a justiça de parcialidade e diz que há uma caça às bruxas nos meios de comunicação social franceses.

François Fillon, de 62 anos, encontra-se no centro da polémica depois de uma investigação preliminar ter sido aberta pela Justiça no final de janeiro, depois de uma denúncia publicada no jornal satírico Canard Enchaîné.

La Une du 25 janvier 2017 est à consulter ici : https://t.co/GDOKQmdwxf

canardenchaine (canardenchaine) 24 January 2017

Segundo o Canard, o candidato dos Republicanos teria contratado a mulher, Penélope, como assistente parlamentar, posto remunerado com fundos públicos, sem que existam também segundo a publicação, qualquer prova de que esta tenha realmente trabalhado. Penelope Fillon teria recebido até 800 mil euros, graças ao posto de trabalho atribuído pelo marido.
Marine Le Pen protesta contra a Justiça

Marine Le Pen, a candidata da extrema-direita, não duvidou em criticar o adversário nas redes sociais.

Le Pen insistiu na “falta de coerência” de François Fillon e na sua incapacidade de fazer campanha, mas acabou também de ter de enfrentar suspeitas por parte da justiça francesa.

E ainda que tenha recusado prestar declarações, deixou de ter esse direito, pois o Parlamento Europeu suspendeu a imunidade da candidata e eurodeputada-.

Pelo menos outros três membros da Frente Nacional são investigados.

Le Pen nega, no entanto, ter cometido qualquer erro e, tal como Fillon, fala em manipulações feitas com o objetivo de prejudicar a sua campanha.

Até ao momento, o grande beneficiário é o independente Emmanuel Macron, do movimento En Marche. Segundo as mais recentes sondagens, Macron aproxima-se de Le Pen nas intenções de voto para a primeira volta.

François Fillon continua em terceiro lugar nas intenções de voto e não deverá passar a uma muito provável segunda volta.

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