Coreia do Sul está a ferver e tem de escolher novo presidente até nove de maio

Coreia do Sul está a ferver e tem de escolher novo presidente até nove de maio
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De  Francisco Marques
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Manifestações contra e a favor da destituição de Park Geun-hye prosseguem e o balanço de vítimas dos confrontos entre apoiantes da governante e a polícia sobiu para três mortos.

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Prosseguem as manifestações na Coreia do Cul após a destituição da Presidente e o balanço de vítimas subiu este sábado de manhã para três mortos entre os manifestantes.

Implicada num caso de corrupção e tráfico de influência, na sexta-feira o Tribunal constitucional confirmou a destituição de Park Geun-hye.

Presidente da Coreia do Sul sofre impeachment e abre crise. #ParkGeunHye

Leia mais: https://t.co/ETlIcSkowFpic.twitter.com/rOH9K5gbNP

— ANSA Brasil (@ansa_br) 10 de março de 2017

O “impeachment” (recuperando um termo anglófono tornado famoso pelo processo similar envolvendo Dilma Rousseff no Brasil) já havia sido decidido a nove de dezembro pelo parlamento, mas necessitava de uma decisão constitucional para se concretizar.

Após a aprovação unânime do tribunal, milhares saíram para as ruas na Coreia do Sul. Uns em protesto contra a decisão e a favor da continuidade da Presidente. Outros, a celebrar a destituição e a exigir agora a prisão da ex-chefe de Estado.

Logo após a confirmação da destituição da Presidente, centenas de apoiantes de Park Geun-hye concentraram-se junto ao Tribunal Constitucional. O protesto degenerou em confrontos com a polícia.

(LEAD) Pro-Park protesters clash with police amid growing tensions over Park's ouster https://t.co/nJf3Iw2Nrw

— Yonhap News Agency (@YonhapNews) 11 de março de 2017

Pelo menos três pessoas morreram devido a ferimentos resultantes destes confrontos. A última, um homem de 74 anos, morreu este sábado pelas 06:45 horas locais (21:45, ainda de sexta-feira, em Lisboa), num hospital de Seul, informou a polícia.

O homem terá sido levado para o hospital depois de ter perdido a consciência após os confrontos com a polícia por volta das 12:30 de sexta-feira (03:30,em Lisboa). As autoridades prometeram à família da vítima a realização de uma autópsia para apurar as causas da morte, adianta a agência sul-coreana Yonhap.

A Comissão Eleitoral da Coreia do Sul confirmou, entretanto, o prazo de dois meses para a eleição de um sucessor para Park Geun-hye.

(LEAD) Watchdog vows fair election management https://t.co/XGZS3BJxFu

— Yonhap News Agency (@YonhapNews) 11 de março de 2017

“Estamos numa situação muito séria. Temos de eleger um novo presidente até nove de maio, mas estamos preocupados. Os vários conflitos que temos visto até agora podem agravar-se com as eleições e o ambiente destas presidenciais pode vir a aquecer demais”, alertou Kim Yong-deok, o presidente da comissão eleitoral sul-coreana.

Park Geun-hye mantém-se, para já, em silêncio e este sábado, de acordo com a Yonhap, ainda instalada no palácio presidencial. “A Presidente ficou em estado de choque e parece precisar de tempo para digerir o que acabou de lhe acontecer”, disse uma fonte próxima da ex-chefe de Estado à agência de notícias sul-coreana.

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