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A exposição da Rússia aos extremistas islâmicos do Cáucaso

A exposição da Rússia aos extremistas islâmicos do Cáucaso
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Em outubro de 2016 as forças antiterroristas russas tomaram de assalto uma casa em Nazran, a capital da Ingushétia, no norte do Caucaso. Durante o raid foram mortos seis militantes, entre eles um membro do Estado Islâmico (EI). Este elemento terá combatido na Síria e, segundo o FSB ( serviços secretos russos) estaria de volta para preparar atentados na Rússia.

Moscovo sabe que milhares de cidadãos russófonos foram integrar os exércitos do Daesh nos últimos anos. A maioria terá partido em 2013. De acordo com o FSB, eram cerca de 3000 em 2015; mas algumas fontes falam de números próximos dos 5000.

A Rússia entrou na guerra na Síria em 2015, através dos ataques aéreos para ajudar o regime de Bashar al Assad. Os ataques russos visaram províncias da Síria onde havia maior concentração de combatentes vindos do Cáucaso, o que fez alguns observadores afirmarem que Putin estava a travar uma terceira guerra contra os chechenos em território sírio.

A Chéchénia tem sido um território muito instável nas últimas duas décadas e após as duas guerras travadas com a Rússia, mas nos últimos tempos, outros combatentes vindos da Ásia Central têm vindo a juntar-se aos exércitos do Daesh, do Al Nosra e de outros grupos extremistas islâmicos.

Tal como Abou Omar Al Chichani, denominado o “checheno”, estes combatentes são todos conhecidos como “chechenos”. Al Chichani tinha respetivamente 8 e 13 anos, na altura das duas guerras na Chéchénia mas tornou-se uma das figuras de referência da resistência. Em 2013 jurou fidelidade ao Daesh e tornou-se chefe militar na Síria, vindo a ser morto no Iraque em 2016.

Moscovo teme que mais do que ajudar o Estado Islâmico (EI), estes combatentes estejam no terreno para se preparem para outro combate. Que a Síria seja um campo de treino para os rebeldes que sonham com o estabelecimento de um califado no Cáucaso.