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Os franceses já votam. Tudo o que precisa de saber sobre as presidenciais

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De  Antonio Oliveira E Silva  com AFP E FRANCE TELEVISIONS
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Os franceses já votam. Tudo o que precisa de saber sobre as presidenciais

Com AFP e France Télévisions. Em atualização

Os franceses elegem, este domingo, o oitavo presidente da Quinta República. Aqui ficam os alguns dos dados mais importantes destas eleições que a Europa e o mundo seguem com atenção e que poderiam ditar o futuro da União Europeia:

  • São quase 46 milhões de eleitores

  • Mais de um milhão e 300 mil vivem no estrangeiro

  • O processo eleitoral tem lugar com a França em estado de emergência

  • Cerca de 50 mil agentes de segurança estão no terreno

  • Candidatos da segunda volta não pertencem pela primeira vez, aos partidos políticos tradicionais

  • Emmanuel Macron é independente de centro liberal e Marine Le Pen da extrema-direita

  • É a primeira vez que o presidente não se apresenta a um segundo mandato

  • A participação na segunda volta poderia ser inferior à da primeira volta, situação rara

A campanha das presidenciais de 2017 foi descrita pelos media franceses como “inédita”, “agressiva” e mesmo “violenta”, especialmente no que ao debate entre os dois candidatos diz respeito.

As eleições têm lugar numa França em estado de emergência, por causa dos atentados que atingiram o país nos últimos tempos, a maioria dos quais reclamados pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh.

Os residentes nos territórios ultramarinos foram os primeiros a votar, como foi o caso dos habitantes da ilha da Reunião (Oceano Índico), das ilhas da Guadalupe e Martinica (Caraíbas) ou ainda da Guiana francesa (América do Sul), território recentemente abalado por tumultos e uma greve geral, assim comos os residentes franceses no estrangeiro, em particular nas grandes cidades norte-americanas – Estados Unidos e Canadá.

Uma eleições inéditas na História da V República Francesa

O processo eleitoral permite aos franceses elegerem o oitavo presidente da Quinta República, tendo, como opção, dois candidatos que não pertencem, pela primeira vez, ao espetro político tradicional, ou seja ao partido Os Republicanos, do centro-direita (antigo partido UMP) ou ao Partido Socialista (PS), do centro-esquerda.


Extrema-direita na segunda volta pela segunda vez em 15 anos

É a segunda vez que um candidato da extrema-direita chega à segunda volta do escrutínio.

Em 2002, Jean-Marie Le Pen, fundador do partido Frente Nacional, foi o segundo mais votado na primeira volta, depois de Jacques Chirac, do então RPR, depois UMP e agora Os Republicanos (centro-direita).

A presença de Jean-Marie Le Pen provocou uma onda de choque no país e acabou por ser derrotado, por Chirac, que conseguiu 82,21% dos votos.

Este ano, no entando, a presença de Marine Le Pen na segunda volta era esperada. A candidata tem vindo a construir uma base de apoio cada vez mais sólida, nomeadamente nas eleições locais e regionais dos últimos anos.

Marine Le Pen deseja fazer um referendo sobre a saída de França da UE e sobre o abandono do euro. Diz também ser contra “qualquer tipo de imigração, legal e ilegal.”

Um improvável candidato que abandonou o PS

Mais improvável do que a presença de Marine Le Pen na segunda volta destas presidenciais é a de Emmanuel Macron.

Descrito pelos media franceses como independente, centrista e liberal poderia ser o mais novo presidente da República Francesa.

Tem apenas 39 anos e era praricamente desconhecido do eleitorado há apenas três anos. Desenvolveu uma estratégica definida como centrista, atacando as duas forças políticas tradicionais – Os Republicanos e o PS.


Contrariamente à rival, Macron é pró-UE e favorável à moeda única. Acusa a rival de propagar, no seio da população francesa, um discurso de ódio.

Uma campanha tensa e marcada por acusações

Depois dos escândalos que marcaram a primeira volta, nomeadamente com o candidado do partido Os Republicanos, François Fillon, a segunda fase da campanha foi particularmente tensa. O debate final entre os dois candidatos foi visto por grande parte da opinião pública como “vazio” e “sem nível.”

Poucas horas antes das eleições, dois pequenos sobressaltos nos dois lados da barricada:

A equipa do candidato Macron afirma que vários documentos internos foram roubados com recurso a atos de pirataria informática. O presidente da República disse que a ação “não ficaria sem resposta.”

A equipa da candidata Le Pen, por seu lado, denuncia alegados envios de boletins de voto rasgados a vários departamentos. A comissão eleitoral disse que se encontra a investigar o caso.



O *independente liberal de centro*, como \u00e9 habitualmente descrito \u0022Emmanuel Macron\u0022:http://en-marche.fr/emmanuel-macron, e a candidata da *extrema-direita*, \u0022Marine Le Pen\u0022:https://www.marine2017.fr/, representam, respetivamente, o movimento \u0022En Marche!\u0022:http://en-marche.fr/ e o partido \u0022Frente Nacional\u0022:http://www.frontnational.com/, este \u00faltimo fundado pelo *pai da candidata*, \u0022Jean Marie Le Pen\u0022:http://www.jeanmarielepen.com/p/biographie.html.

Biografia de Marine Le Pen, que vai concorrer no 2\u00ba turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial francesa AFPgraphics Por: CicaGamboa#AFPpic.twitter.com/lYAfVKc3wi

— AFP Brasil (AFPBrasil) 5 de maio de 2017 Extrema-direita na segunda volta pela segunda vez em 15 anos \u00c9 a segunda vez que um candidato da extrema-direita chega \u00e0 segunda volta do escrut\u00ednio. Em 2002, Jean-Marie Le Pen, fundador do partido Frente Nacional, foi o segundo mais votado na primeira volta, depois de Jacques Chirac, do ent\u00e3o RPR, depois UMP e agora Os Republicanos (centro-direita). A presen\u00e7a de Jean-Marie Le Pen provocou uma onda de choque no pa\u00eds e acabou por ser derrotado, por Chirac, que conseguiu 82,21% dos votos. Este ano, no entando, a presen\u00e7a de Marine Le Pen na segunda volta era esperada. A candidata tem vindo a construir uma base de apoio cada vez mais s\u00f3lida, nomeadamente nas elei\u00e7\u00f5es locais e regionais dos \u00faltimos anos. Marine Le Pen deseja fazer um referendo sobre a sa\u00edda de Fran\u00e7a da UE e sobre o abandono do euro. 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Acusa a rival de propagar, no seio da popula\u00e7\u00e3o francesa, um discurso de \u00f3dio. Uma campanha tensa e marcada por acusa\u00e7\u00f5es Depois dos esc\u00e2ndalos que marcaram a primeira volta, nomeadamente com o candidado do partido Os Republicanos, Fran\u00e7ois Fillon, a segunda fase da campanha foi particularmente tensa. O debate final entre os dois candidatos foi visto por grande parte da opini\u00e3o p\u00fablica como \u201cvazio\u201d e \u201csem n\u00edvel.\u201d Poucas horas antes das elei\u00e7\u00f5es, dois pequenos sobressaltos nos dois lados da barricada: A equipa do candidato Macron afirma que v\u00e1rios documentos internos foram roubados com recurso a atos de pirataria inform\u00e1tica. O presidente da Rep\u00fablica disse que a a\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o ficaria sem resposta.\u201d A equipa da candidata Le Pen, por seu lado, denuncia alegados envios de boletins de voto rasgados a v\u00e1rios departamentos. A comiss\u00e3o eleitoral disse que se encontra a investigar o caso. Election #Presidentielle2017 : 50 000 policiers et gendarmes d\u00e9ploy\u00e9s pr la #s\u00e9curit\u00e9 du 2nd tour et des rassemblements suite aux r\u00e9sultats pic.twitter.com/2AcVYZ15Ov\u2014 Minist\u00e8re Int\u00e9rieur (@Place_Beauvau) 5 de maio de 2017", "dateCreated": "2017-05-07 10:03:19", "dateModified": "2017-05-07 10:03:19", "datePublished": "2017-05-07 10:03:19", "image": { "@type": "ImageObject", "url": "https://static.euronews.com/articles/366648/1440x810_366648.jpg", "width": "1440px", "height": "810px", "caption": "A escolha faz-se entre o independente de centro liberal, Emmanuel Macron, e a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen. 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