O Irão escolhe um novo presidente, esta sexta-feira, após uma campanha que voltou a aprofundar o fosso e a aumentar a tensão entre reformistas e conservadores.
Os dois rivais do sufrágio, o presidente cessante Hassan Rouhani e o rival, o religioso Ebrahim Raissi, realizaram ontem os últimos comícios de campanha na cidade de Mashhad.
O comício do reformista Rouhani, que advertiu religiosos e militares para não interferirem no sufrágio, foi encerrado com concerto musical, proibido, no entanto, pelas autoridades locais.
Em Teerão, os apoiantes dos dois candidatos sairam ontem às ruas:
“Vamos em frente com esperança e pensamos que a moderação é a melhor opção, não queremos perder a esperança”.
“Trouxe estas duas fotografias para mostrar que somos todos iranianos, a união é o mais importante, independentemente da escolha de cada um”.
Rouhani, que joga a reeleição, esta sexta-feira, não tinha poupado críticas ao seu adversário, membro do tribunal religioso que condenou à morte milhares de pessoas, nomeadamente na questão dos direitos humanos.
Uma posição que levou o Ayatollah Khomenei, próximo de Ebrahim Raissi, a condenar em público, o que considerou serem, “comentários desnecessários para a nação”.