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Ministro da Polícia apela a apoio a Zuma no seio do ANC

Ministro da Polícia apela a apoio a Zuma no seio do ANC
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Com AFP

O ministro sul-africano da Polícia, Fikile Mbalula, apelou à união no seio do seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês) e ao apoio ao presidente Jacob Zuma, que passou mais uma moção de censura esta semana, ainda que com menos votos a favor do que o que seria de esperar.

“Devemos unir-nos verdadeiramente em torno ao presidente até que este termine o mandato em dezembro à cabeça do ANC”, disse Mbaalula à agência France Presse.
“O presidente é um combatente”, continuou o ministro sul-africano da Polícia.

Foi na terça-feira que um grupo de deputados do ANC (no poder desde as primeiras eleições democráticas, em 1994), votaram a favor da moção apresentada pela oposição.

Um episódio que ilustra bem as profundas divisões no seio do partido de Nelson Mandela, histórico da luta contra o Apartheid, quando falta menos de meio ano para que o mais importante partido político sul-africano escolha um novo líder.

Espera-se que esse novo líder seja o novo presidente da África do Sul, depois das eleições de 2019, caso o ANC ganhe, uma vez mais, o escrutínio, como acontece desde as primeiras eleições multirraciais.

Tendo em conta os momentos de tensão vividos durante a votação da última moção de censura a que teve de submeter-se o presidente, a oposição entre partidários e críticos de Jacob Zuma deverá dominar o próximo congresso.

Dois nomes figuram na corrida à sucessão de Zuma

Os dois favoritos para suceder ao atual presidente sul-africano e líder do ANC são o vice-presidente Cyril Ramaphosa, considerado como líder do movimento interno de contestação a Zuma e a antiga líder da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, que goza do apoio do atual presidente, que é também o seu ex-marido.

Entretanto, a lista de escândalos políticos do presidente da África do Sul é cada vez mais extensa, fazendo com que as críticas de figuras destacadas do Congresso Nacional Africano se façam de forma cada vez mais pública.

Zuma é suspeito de abuso de recursos públicos para renovar uma moradia privada, assim como em diversos casos de corrupção e conflitos de interesse com uma conhecida família sul-africana do mundo dos negócios, os Gupta.

A África do Sul é a primeira economia e potência industrial do continente africano, mas enfrenta uma recessão, tendência agravada por uma taxa de desemprego sem precedentes de 27,7%.