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A crise dos Rohingya num Conselho de Segurança dividido

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O Conselho de Segurança da ONU vai discutir esta semana a crise da comunidade Rohingya no Myanmar. A Suécia e o Reino Unido requeriram uma reunião à porta-fechada, que poderá ocorrer já esta quarta-feira, para analisar o que consideram ser uma “deterioração da situação” no terreno.

Washington reconhece estar “profundamente preocupado” com a alegada perseguição da minoria muçulmana no país de confissão budista que, segundo a ONU, teria levado mais de 300 mil pessoas a procurar refúgio no Bangladesh nas últimas duas semanas.

Segundo o responsável da diplomacia britânica, Boris Johnson:

“Não podem prevalecer dúvidas sobre a tragédia que afeta os Rohingya e penso que a situação afeta a reputação do Myanmar. E todos nós que desejamos o melhor e admiramos Aung San Suu Kyi, esperamos que ela seja capaz de utilizar a sua liderança para fazer com que os militares ajam de forma correta em defesa desta comunidade perseguida e oprimida”.

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, apelou à líder do país e Nobel da Paz que ponha fim à operação militar no estado de Rakhine, classificada como “um exemplo clássico de limpeza étnica” depois de ter causado entre 500 e um milhar de vítimas Rohingya nas últimas semanas.

No Bangladesh, um refugiado afirma:
“Vários familiares que ainda estão no Myanmar disseram-me que os militares acabam de incendiar-lhes a casa”.

O líder espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama, pediu igualmente a Suu Kyi que, “faça reinar um espírito de paz e reconciliação no país”.

A reunião de quarta-feira na ONU arrisca-se, no entanto, a não fazer evoluir a crise humanitária, quando o Myanmar conta com o apoio da Rússia e da China no Conselho de Segurança.

A reunião de quarta-feira na ONU arrisca-se, no entanto, a não fazer evoluir a crise humanitária, quando o Myanmar conta com o apoio da Rússia e da China no Conselho de Segurança.