EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Catalães divididos com referendo

Catalães divididos com referendo
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied
PUBLICIDADE

O Rei Felipe VI saiu do habitual silêncio político a que se remete a Casa Real espanhola num indício claro da cisão provocada pelo referendo sobre a independência catalã do passado um de outubro. Depois da opção do primeiro-ministro Rajoy de deslocar forças policiais para a região autónoma e de as fazer actuar sobre meios e pessoas para impedir a votação, o discurso do Rei não caiu bem, a valiar pelos depoimentos colhidos nas ruas de Barcelona:

“Sei que muita gente confiava na mediação do Rei, mas nunca imaginei que ele defendesse esta brutalidade, decepcionou-me.”, diz uma transeunte. Outra opinião reforça o hermetismo do discurso do Rei face aos acontecimentos durante o referendo: “O Rei não falou de feridos, nem dos dois milhões de pessoas que saem às ruas há seis anos nem em referendo. Três palavras que não apareceram no discurso.”

E se a brutalidade que correu mundo é um dado novo, dois milhões de votos continuam a não traduzir a vontade de mais de 5 milhões: “Acho que o governo catalão não representa todos os catalães, pelo contrário, apenas uma percentagem. E também manipularam o povo, ao organizar manifestações públicas. Acho que deviam pensar.” Outra opinião na rua reflete o empolamento de uma vontade política: “Penso que se perdeu o sentido crítico, nos partidos pro-independência. Eu sou independentista mas não creio que se tenham feito bem as coisas.”

Em Madrid, onde o referendo tem oposição garantida desde a primeira hora, com Rajoy a declarar que não se realizaria, a opinião na rua parece preferir uma Espanha com a Catalunha incluída no mapa nacional:

“Acho que este tipo de separatismo é ridículo, hoje em dia no século XXI. Não percebo, acho estúpido”, diz uma residente de Madrid. Outra acresce o argumento de fundo da inconstitucionalidade: “É anticonstitucional e o primeiro-ministro fará tudo ao seu alcance para evitar a independência. Acho que não vai avançar, que tudo vai ficar na mesma.”

Carles Puigdemont já disse que a independência vai ser declarada a Espanha.

Segunda-feira está marcada uma sessão parlamentar regional na Catalunha para o efeito.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Ilha de Menorca: aldeia de Binibeca Vell com horário restrito de visitas durante o verão

Reconhecimento do Estado palestiniano é apenas um "pequeno passo", dizem espanhóis

O que está por trás da última polémica de Milei com o governo espanhol?