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Ashgabat na rota do desporto

Ashgabat na rota do desporto
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Durante 10 dias, a chama esteve em Ashgabat. A capital do Turquemenistão foi a primeira cidade da Ásia Central a acolher os Jogos Asiáticos de Artes Marciais. Um evento com 6 mil atletas e com mais de 300 cerimónias de entrega de medalhas. Houve um novo recorde mundial batido e as estrelas do desporto tiveram a oportunidade de brilhar.

Husain Al Musallam, diretor-geral do Conselho Olímpico da Ásia explica: “a Ásia é realmente o maior continente, com várias culturas diferentes que oferecem uma variedade de desportos. O desporto promove a paz, une as pessoas – a mensagem principal é mesmo a paz”.

A cerimónia de abertura durou duas horas e meia. Mais de 7500 artistas de 39 países reunidos para contar uma história de tirar o fôlego – onde o passado do Turquemenistão se encontra com o futuro do desporto. Um espetáculo criado pelo premiado encenador Francisco Negrin: “o Turcomenistão estava no centro da rota da seda, com as raízes comerciais ao longo da história entre todos os países da Ásia. Foi fácil fazer a ligação metafórica aos desportos que agora chegavam a esta nova rota da seda – a Ashgabat.”

A tocha foi um dos destaques da Cerimónia. Durante 500 dias, 17 cavaleiros percorreram o país. No dia 17 de setembro, a tocha chegou ao estádio olímpico para acender a chama. Um dos cavalos é idêntico ao do lendário herói Gorogly. A raça foi representada na competição de salto a cavalo Akhal Teke.

Outro desporto que apareceu pela primeira vez em Ashgabat foi a luta. Remonta às antigas civilizações da Mesopotâmia. Os atletas turcomanos ficaram no topo do pódio (com 245 medalhas). Uzbequistão, Irão e China estiveram entre os líderes desta quinta edição do Jogos em Ashgabat.

Lizhuo Wong, um nadador de 19 anos da China, foi um dos primeiros a bater dois recordes. No total, ganhou 3 medalhas de ouro e duas de prata: “é muito importante para mim, ganhei a medalha de ouro! Estava com medo de ficar em segundo lugar, os primeiros 50 metros foram difíceis, mas agora estou muito feliz.”

O recorde mundial de halterofilismo com 18 anos foi batido pelo iraniano Sohrab Moradi, em Ashgabat. Um recorde no total de 413kg. Moradi queria batê-lo durante as Olimpíadas no Rio, mas não conseguiu. Um ano depois o sonho tornou-se realidade. Os últimos dias dos Jogos dançaram ao som da salsa e do cha cha cha.

Ninguém esperava uma vitória de Trung Kien Nguyen e Pham Hong Anh do Vietnam, um para que aprendeu a dançar salsa apenas há alguns meses: “Começámos a dançar salsa há dois meses, com a minha professora no Vietnam, mas foi tão difícil, estou muito feliz, só quero saltar e dançar”, conclui Pham Hong Anh.