Nobel da Literatura para escritor britânico Kazuo Ishiguro

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A Academia Sueca contorna, uma vez mais, todos os prognósticos ao atribuir o prémio Nobel da Literatura de 2017 ao escritor britânico, de origem japonesa, Kazuo Ishiguro.

A escolha foi anunciada em Estocolmo pela presidente do júri do prémio, Sara Danius, que considerou que Ishiguro, “através de novelas com uma grande força emocional, revelou o abismo sob o sentido ilusório de ligação ao mundo”.

O escritor de 62 anos é autor de 8 livros alguns dos quais adaptados ao cinema, como a obra, “Os despojos do dia” (1989) recompensada com o prestigiado Man Book Prize.

O último livro de Ishiguro, “O gigante enterrado” (2015) explora temas caros ao autor como a memória, a passagem do tempo e a auto-desilusão.

Danius classificou o autor vencedor deste ano como, “uma mistura entre Jane Austen e Franz Kafka, com um pouco de Marcel Proust na mistura”.

Watch the very moment the 2017 #NobelPrize in Literature is announced! pic.twitter.com/7IcRm5Bb2f

— The Nobel Prize (@NobelPrize) October 5, 2017

O escritor reagiu à escolha, aos microfones da BBC – “Trata-se de uma imensa honra, antes de mais porque significa que sigo as pisadas dos maiores autores de sempre”.

Ishiguro representa assim uma escolha mais convencional um ano depois da Academia ter atribuído o Nobel da Literatura ao cantor e compositor norte-americano Bob Dylan.

A Academia permanece assim inflexível às pressões de quem exige mais mulheres na lista de escritores galardoados, quando, de entre 109 laureados desde o início do século passado, apenas 14 são mulheres, sendo a última a escritora bielorrusa Svetlana Alexievich, homenageada em 2015.

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