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Oito ativistas turcos em liberdade condicional

Oito ativistas turcos em liberdade condicional
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Oito dos 11 ativistas turcos acusados de pertencerem a uma organização terrorista vão aguardar julgamento em liberdade condicional. A ordem dada por um Tribunal de Istambul foi executada esta manhã.

Em causa estão supostas ligações ao movimento Gulen – liderado pelo líder religioso Fethullah Gullen – que Ancara acusa de ser responsável pela tentativa de golpe de Estado em julho de 2016.

A acusação apresentada há cerca de dez dias foi fortemente criticada pela comunidade internacional.

Da lista de detidos fazem parte dois elementos da Amnistia Internacional da Turquia. A organização fala de um processo político sem provas que sustentem a acusação.

Presa em julho, a diretora executiva da Amnistia, Idil Eser, não esconde a surpresa pela forma como processo está a ser conduzido. “Fiquei surpreendida quando o Procurador pediu que fossemos libertados. Fiquei contente, mas tive, dificuldades em perceber porque é que o ativista Veli foi excluído. É, no entanto, difícil acreditar que fomos libertados tal como no início que fomos presos” afirma.

O presidente da Amnistia Internacional da Turquia continua detido. Entre os ativistas, entretanto, libertados está um alemão e um sueco que, de acordo com a defesa, não são obrigados a permanecer na Turquia até ao julgamento agendado para 22 de novembro.

Depois da alegada tentativa de golpe de Estado, o Presidente turco ordenou uma série detenções em nome da estabilidade do país. Estima-se que mais de 50 mil pessoas se encontrem a aguardar julgamento.