Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Primeiro-ministro Saad al-Hariri apresenta demissão

Primeiro-ministro Saad al-Hariri apresenta demissão
Tamanho do texto Aa Aa

O primeiro-ministro libanês, Saad al-Hariri, apresentou a demissão, num discurso transmitido em direto a partir de Riade, na Arábia Saudita.

Segundo al-Hariri, o clima de instabilidade que se vive atualmente no país dos cedros é “semelhante ao sentido pouco antes do assassinato do seu pai”, o então primeiro-ministro Rafik al-Hariri, morto em 2005, vítima de um carro armadilhado.

Para al-Hariri, o Irão e o seu aliado no Líbano, o Hezbollah, são culpados da “tensão que se vive no Líbano”, assim como em “vários países do mundo árabe.”

Durante o seu discurso, o primeiro-ministro libanês teceu duras críticas ao Irão, colocando o Líbano na linha da frente das tensões entre Riade e Teerão, em busca de uma hegemonia sobre o Médio Oriente.

Al-Hariri acusou ainda os xiitas do Hezbollah de fornecerem armas ao Iémen, à Síria e a milícias no Líbano.

Os laços entre a família al-Hariri e Riade são conhecidos no Médio Oriente. Um ministro saudita disse aos jornalistas que o primeiro-ministro libanês se encontrava em território nacional “pela sua segurança”.

Pai do primeiro-ministro assassinado em 2005

O então primeiro-ministro, Raif al-Hariri, foi morto em 2005, vítima de um carro armadilhado. Um ataque que fez com que o filho, Saad, decidisse entrar no complexo mundo da política libanesa.

Cinco membros do Hezbollah foram acusados por um tribunal das Nações Unidas de responsabilidade pelo atentado, embora o movimento tenha negado qualquer envolvimento no ataque.

Desde que assumiu o cargo, al-Hariri procurou o apoio da Comunidade Internacional para lidar com a crise dos refugiados. Encontram-se, em território libanês, cerca de 1,5 milhões de refugiados.

O fim de uma coligação libanesa

A notícia traduz-se no fim da coligação Governamental no poder em Beirute, tendo apanhado de surpresa o parlamento libanês e dando origem a uma nova crise política no país. A coligação compreendia todos os grandes partidos políticos libaneses, incluindo o Hezbollah, o que foi visto, na altura, como uma vitória pelo Irão.

O colapso do Governo liderado por Saad al-Hariri faz com que seja mais difícil a preparação das próximas eleições legislativas, as primeiras a ter lugar no Líbano desde 2009.

Com Reuters