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Supremo espanhol liberta sob caução deputados catalães

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De  Nelson Pereira
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O Supremo Tribunal de Espanha optou por uma linha mais branda que a da Audiência Nacional e liberta sob caução os membros da mesa dirigente do parlamento autónomo da Catalunha

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O Supremo Tribunal de Espanha decidiu na quinta-feira deixar em liberdade os membros da mesa dirigente do parlamento autónomo da Catalunha, impondo a quatro deles (Lluís Corominas, Lluís Guinó, Anna Simó e Ramona Barrufet) uma fiança de 25 mil euros. A antiga presidente da assembleia catalã, Carme Forcadell, poderá ficar em liberdade mediante o pagamento de 150 mil euros de caução.

A decisão foi celebrada por apoiantes dos políticos catalães que esperavam no exterior que gritaram “No tinc por” (Não temos medo) e “Independencia”. Quando Forcadell saíu, alguns gritavam “No estás sola” (Não estás sozinha), um apoio que a política catalã agradeceu depois na sua conta do Twitter.

Moltes gràcies a totes i a tots pel vostre suport, escalf i estima.

— Carme Forcadell (@ForcadellCarme) 9 de novembro de 2017

Para o antigo presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, foi por ter autorizado o debate democrático que Carme Forcadell passou a noite na prisão:

.ForcadellCarme</a> farà nit a la presó per haver permès el debat democràtic. Per permetre parlar i votar! Així és la democràcia espanyola ?</p>— Carles Puigdemont ? (KRLS) 9 de novembro de 2017

Uma opinião partilhada pela deputada da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) Ester Capella, segundo a qual este é um processo político:

“Não estamos perante razões jurídicas, mas sim políticas. O delito imputado a Carme Forcadell é ter permitido o debate político de uma maioria parlamentar que cumpria um mandato democrático das urnas no dia 27 de setembro”, disse Capella.

De acordo com o diário espanhol El País, se pagar a fiança, Forcadell não poderá sair de Espanha, ser-lhe-á retirado o passaporte e terá de comparecer semanalmente a tribunal. Quanto aos restantes ex-membros do parlamento catalão, deverão entregar os seus passaportes até esta sexta-feira e apresentar-se semanalmente à justiça.

Como se esperava, o Supremo segue uma linha mais branda que a do tribunal da Audiência Nacional, segundo o porta-voz da associação Juízes para a Democracia, Ignacio González Vega:

“As medidas são menos severas que as da Audiência Nacional e neste sentido são muito mais concordantes com o comunicado que nós emitimos na semana passada sobre garantias e direitos, mais respeitador do princípio de liberdade, que é a regra geral.”

“Carmen Forcadell começou a prestar declarações às 9h30 da manhã tendo deixado o edifício 14 horas rumo à prisão. A decisão do juíz Pablo Llarena de que todos os acusados podem permancecer em liberdade, sob fiança, pode alterar também o destino dos oito membros do governo catalão, atualmente em prisão, sobretudo se o caso fica entregue ao Supremo Tribunal”, remata o correspondente da euronews.

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