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Uma provável guinada à direita nas presidenciais chilenas

Uma provável guinada à direita nas presidenciais chilenas
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Os Chile leva a cabo eleições presidenciais, num processo eleitoral que serve também para renovar a Câmara de Deputados e o Congresso (câmaras baixa e alta).

Espera-se que o escrutínio fique resolvido apenas na segunda volta, embora a maioria das sondagens apontem uma viragem à direita, com a vitória do empresário de 68 anos, Sebastián Piñera, antigo presidente chileno entre 2010 e 2014.

Piñera concorre com a plataforma Chile Vamos , que poderia recolher, segundo o Centro de Estudos Políticos , mais de 44% dos votos.






Calcula-se que a fortuna do candidato da direita chegue a cerca de dois mil milhões de euros. Próximo dos grandes círculos empresariais e industriais do país latino-americano, prometeu baixar os impostos para as grandes companhias e dais mais ênfase ao papel do setor privado na educação e nas pensões.

Piñera compromete-se também a mudar a atual lei do aborto, que despenaliza a interrupção da gravidez em determinadas situações, uma reforma que recebeu o apoio maioritário da sociedade chilena.

Um senador independente pelo centro-esquerda

O principal rival de Piñera é o senador independente da região de Antofagasta Alejandro Guillier, da plataforma Fuerza de Mayoría (centro-esquerda), próximo da atual presidente Michelle Bachelet.

Conhecido jornalista, Guillier disse, durante a campanha, apostar na educação pública e no reforço dos direitos sociais dos chilenos.

Segundo o Centro de Estudos Públicos, Guiller conseguiria menos de 20% dos votos, passando, no entanto, à provável segunda volta, a ter lugar dia 17 do próximo mês de dezembro.

Mudanças na lei eleitoral chilena

As eleições de domingo realizam-se depois de várias mudanças nas leis eleitorais, que afetam o financiamento dos candidatos e a atribuição dos mandatos.

Entre as grandes novidades, encontra-se o facto de que as listas de candidaturas às câmaras legislativas devem apresentar 40% de mulheres.

A possível vitória de Sebastián Piñera representa, por outro lado, o fim da hegemonia de esquerda nas Repúblicas latino-americanas, tal como aconteceu nos vizinhos Brasil e Argentina.

Se o candidato da direita vencer, acontecerá a repetição de um ciclo político no Chile, já que Michelle Bachelet foi presidente entre 2006 e 2010, Sebastián Piñera foi eleito para governar entre 2010 e 2014 e Bachelet voltou ao cargo em 2014, podendo ser substituída, mais uma vez, pelo empresário, até 2022.

Com agências