Presidente alemão apela ao diálogo para resolver impasse político

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Christian Lindner, o líder liberal que tirou o tapete a Angela Merkel, declarou: "preferimos não governar, do que governar mal".

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É uma situação inédita na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial: passaram dois meses das eleições, o país ainda não tem governo e as negociações de Angela Merkel com os Verdes e os Liberais acabaram de colapsar, com estes últimos a bater a porta. Entra em cena o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, depois de se reunir com a chanceler.

“Os partidos que se apresentaram às eleições de setembro têm uma responsabilidade perante a Alemanha. É uma responsabilidade que não pode ser simplesmente devolvida aos eleitores. É uma responsabilidade que ultrapassa todos os interesses individuais e que não assenta apenas naquela que existe em relação aos eleitores do nosso próprio partido”, declarou, num brevíssimo discurso.

Steinmeier apela ao compromisso para formar governo, depois de Christian Lindner, o líder liberal que tirou o tapete a Merkel, declarar: “preferimos não governar, do que governar mal”. Lindner alegou “divergências irreconciliáveis” com os conservadores e os Verdes – a tão falada coligação Jamaica. A imigração e o ambiente terão sido das principais fontes de desacordo.

Em traços gerais, existem dois caminhos agora, mas que podem levar a um impasse: eleições antecipadas – que muitos rejeitam por receio de um novo avanço da extrema-direita -, ou a formação de um governo minoritário – que Merkel já afirmou não querer.

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