Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Glifosato é autorizado por mais cinco anos na União Europeia

Glifosato é autorizado por mais cinco anos na União Europeia
Tamanho do texto Aa Aa

A utilização do glifosato foi autorizada por mais cinco anos na União Europeia, anunciou a Comissão Europeia.

Os estados-membros votaram por maioria qualificada a proposta apresentada pelo executivo de Bruxelas. Dezoito países votaram a favor, 9 opuseram-se e 1 absteve-se.

No início de novembro a proposta não tinha obtido a quantidade de votos necessária para a sua aprovação, o que foi alcançado agora no seio de um comité de recurso.


A atual licença do herbicida termina no dia 15 de dezembro. Apesar do apoio de 18 países, os críticos manifestaram-se desapontados com a decisão.

“Estamos muito desapontados, vemos que aqueles que são suposto proteger o nosso ambiente e a nossa saúde não estão a fazer o que devem. Essencialmente não estão a fazer o que são suposto fazerem. Estão a traír a confiança que os europeus colocam neles e deixam-nos com mais cinco anos de glifosato que contamina o nosso ambiente, os nossos corpos, está na nossa alimentação e é difícil de evitar”, afirma Franziska Achterberg, ativista da organização de defesa do meio-ambiente, Greenpeace.

O orgão representante dos agricultores europeus manifestou igualmente o seu desagrado perante o prolongamento da licença até 2022.

Pekka Pesonen, da organização COPACOGECA, afirma que não há razões para proibir esta substância.

“Estamos a falar de um substância química muito utilizada e que é considerada segura, utilizamo-la de forma muito responsável na Europa. Por lei somos obrigados a ter formação e existem testes frequentes. Estamos desapontados por todo este trabalho, especialmente as avaliações da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) e ECA ( Agência Europeia dos Produtos Químicos), neste caso ambas instituições europeias, os estados-membros tenham mesmo assim optado por decisões que não seguem essa consistência”, afirma.