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Presunto português e queijo francês na cela de Sérgio Cabral

Presunto português e queijo francês na cela de Sérgio Cabral
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Presunto português e diversos tipos de queijo francês estavam entre as várias iguarias clandestinas descobertas na sexta-feira na cela onde está detido o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência, ambas entidades do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPJR, realizaram uma vistotia à Cadeia Pública José Frederico Marques, no bairro de Benfica, da cidade carioca, e descobriram "nas celas, divididas em porções iguais, comidas quentes como risoto, bacalhau e frango desfiado com temperos", revelou sábado o MPRJ, em comunicado.

Condenação de Sérgio Cabral

Sérgio Cabral Filho foi condenado a 14 anos e dois meses de pèrisão pelo juíz Sérgio Mouro, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.por ter recebido quase um milhão de euros em contratos relacionados com a petrolífera Petrobras. Parte da mega operação policial conhecida como Lava-Jato, a condenação foi proferida pelo juiz Sérgio Moro, foi revelada a 13 de junho e penalizava ainda o ex-governador do Rio de Janeiro com uma multa de 160 mil euros. Em setembro, na sequência da operação Calicute, paralela à Lava Jato, Cabral viu a pena agravada em 45 anos e dois meses, de novo por corrupção, lavagem de dinheiro e liderança de organização criminosa. Na mesma altura, a mulher Adriana Ancelmo foi condenada a 18 anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Esta terça-feira, o jornal O globo especificou que entre os alimentos encontrados, nomeadamente na cela de Sérgio Cabral estavam presunto cru fabricado na região do Porto pela Primor e vendido no Brasil em alguns estabelecimentos selecionados a cerca de 60 euros/quilo, um pote de 150 gramas de queijo francês Chavroux à base de leite de cabra e avaliado em cerca de 70 euros/ quilo, um outro queijo francês Babybel e bolinhas de queijo tipo Saint Paulin que são vendidas no Brasil a 72 euros/quilo.

O nome de Sérgio Cabral estava inscrito numa caixa (foto em cima) contendo alimentos, revela ainda o Globo.

"Para o MPRJ, ficou evidenciado que os produtos foram fornecidos por restaurantes", especifica o comunicado oficial, englobando na lista de descobertas "ingredientes sofisticados, alimentos importados, iogurtes, especiarias, queijos, castanhas, frios diversos, cafeteira, aparelhos eletrónicos e outras mercadorias não permitidas pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP)". "Ainda foi apreendido dinheiro em quantias superiores à permitida", foi acrescentado.

"Em menor quantidade, foram apreendidos produtos na ala feminina, onde se encontram presas a mulher de [Sérgio] Cabral, Adriana Ancelmo, e a ex-governadora Rosinha Garotinho", referiu o MPRJ.

Comunicado do Ministério Público do Rio de Janeiro

O Ministério Público carioca anunciou a adoção de "medidas cabíveis contra as autoridades e servidores da SEAP que permitiram a entrada dos produtos" e a comunicação "dos factos à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e à Justiça Eleitoral de Campos."

De acordo com a Resolução da SEAP, de 18 de março de 2016, a entrada de alimentos no sistema penitenciário do Rio de Janeiro está limitada a três sacos de supermercado por detido e nos dias da visita. Na Cadeia Pública José Frederico Marques havia baldes com alimentos e bebidas