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Reestruturação da dívida de Moçambique deve prolongar-se além de 2019

Reestruturação da dívida de Moçambique deve prolongar-se além de 2019
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A consultora BMI Research revelou esta segunda-feira que o processo de reestruturação da dívida de Moçambique não deve ficar resolvido até 2019 e que a falta de financiamento e os gastos pré-eleitorais vão condicionar a despesa em infraestruturas.

Numa nota de análise publicada por esta empresa do grupo da agência de 'rating' Fitch, os consultores defendem que a realização de eleições municipais em 2018 e legislativas em 2019 vai levar as autoridades a "abster-se de cortar a despesa corrente e, assim, a despesa de capital vai inevitavelmente sofrer a maior parte" da consolidação orçamental moçambicana.

"Vemos como pouco provável que os doadores e instituições concessionais se voltem a envolver com Moçambique durante os próximos trimestres", escreveram ainda os analistas da BMI Research.

Consequentemente, a diminuição de projetos de infraestruturas vai refletir-se também na competitividade da economia e manter o crescimento do PIB num ritmo mais lento face à tendência dos últimos anos.

A BMI Research prevê igualmente um défice da contas públicas de 4,4 por cento este ano e um crescimento de 4,1%, muito abaixo da média de 7% que Moçambique conseguiu entre 2000 e 2015.