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EUA congelam parte de ajuda à agência da ONU de apoio aos refugiados palestinianos

EUA congelam parte de ajuda à agência da ONU de apoio aos refugiados palestinianos
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De  Euronews
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A 03 de janeiro, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que o Presidente Donald Trump "não quer dar um fundo suplementar até os palestinianos concordarem em voltar à mesa de negociações de paz"

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Os Estados Unidos anunciaram esta terça-feira à ONU o congelamento de 53 milhões de euros (65 milhões de dólares) do total da contribuição para a agência das Nações Unidas de apoio aos refugiados palestinianos (UNRWA).

Numa carta enviada, o Departamento de Estado norte-americano comunicou o pagamento de uma tranche de 48.9 milhões de euros (60 milhões de dólares) e a retenção do valor remanescente à espera "de uma avaliação futura."

"Não estamos a desistir das conversações de paz. É algo bastante importante para esta administração. O secretário de Estado Rex Tillerson tomou esta decisão final depois de consultas com outros elementos da administração", sublinhou, em conferência de imprensa, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

A profecia de Donald Trump parece cumprir-se. O Presidente norte-americano já tinha sugerido que os EUA poderiam reter os pagamentos de ajuda aos palestinianos, acusando-os em simultâneo de "não estarem dispostos para mais conversações de paz" com Israel.

"O Presidente Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, mas não tem direito de o fazer. Fê-lo numa manobra contra a lei e os acordos internacionais, numa tentativa de recusar Jerusalém como a eterna capital da Palestina. A outra questão é que está a tentar cortar os apoios à UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos, e a colocar mais pressão para apagar o direito de regresso dos refugiados", disse Wasel Abu-Youssef, da Organização para a Libertação da Palestina.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano é preciso "rever com profundidade a maneira como a UNRWA funciona e o respetivo financiamento."

O secretário-geral das Nações Unidas disse estar preocupado com a situação e esperar que os EUA possam continuam a apoiar a agência.

António Guterres sublinhou que esta não é uma instituição palestiniana. Reforçou que foi criada para ajudar refugiados palestinianos na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.

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