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Escândalo sexual faz cair três altos dirigentes na ginástica dos EUA

Larry Nassar ouviu testemunhas num tribunal do Michigan
Larry Nassar ouviu testemunhas num tribunal do Michigan -
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REUTERS/Brendan McDermid
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O escândalo de abusos sexuais cometidos pelo antigo médico da seleção de ginástica dos Estados Unidos levou à demissão de três dirigentes da respetiva Federação.

O presidente do Conselho de Administração da USA Gymnastics, Paul Parilla, o vice-presidente Jay Binder e a tesoureira Nitsy Kelley apresentaram a demissão e isso, para a presidente do organismo, Kerry Perry, vai permitir "avançar de forma mais efetiva na reforma" da federação.

A vítima mais famosa do escândalo será Simone Biles, mas também a antiga ginasta Krista Wakeman terá sofrido nas mãos de Larry Nassar, de acordo com o testemunho prestado na quinta sessão da leitura da sentença do antigo médico. "Tinha o meu próprio sentimento de culpa porque tinha apenas 16 anos e devia ter impedido este monstro de magoar outras raparigas porque sabia que o que ele me tinha feito estava errado", afirmou Wakeman.

Emma Ann Miller foi outra das vítimas e poderá inclusive ter sido a última.

"Eu também fui agredida sexualmente por Larry Nassar. Várias vezes. A minha última consulta foi em agosto de 2016. Uma semana depois, ele foi dispensado da Universidade de Michigan. Posso ter sido a última vítima dele", afirmou Ann Miller perante uma sala emocionada.

Larry Nassar, de 54 anos, foi condenado em dezembro a 60 anos de prisão por posse de pornografia infantil. O ex-médico declarou-se culpado das agressões sexuais de que é acusado.