A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Balcãs Ocidentais só entrarão na UE após reformas internas sérias

Balcãs Ocidentais só entrarão na UE após reformas internas sérias
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

A União Europeia mantém a porta aberta a seis países dos Balcãs Ocidentais, mas só entrarão após reformas internas sérias e a resolução de problemas fronteiriços entre alguns deles.

"Alguns subestimam a influência da Rússia na região"

Andor Deli Eurodeputado, centro-direita, Hungria

Montenegro e Sérvia estão mais avançados no processo e poderão entrar em 2025. Os outros aspirantes são Albânia, Macedónia, Bósnia Herzegovina e Kosovo.

A Comissão Europeia deu detalhes sobre as ajudas políticas e financeiras, durante a apresentação da estratégia para a região, terça-feira, à margem do plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

O executivo comunitário propõe um aumento gradual do financiamento ao abrigo do Instrumento de Assistência de Pré-Adesão, até 2020. Só para o ano em curso estão previstos cerca de mil milhões de euros, que se juntam aos quase nove mil milhões de euros do período 2007-2017.

"De uma perspetiva europeia, é importante perceber que ou exportamos a estabilidade ou importaremos a instabilidade. Estamos a falar de uma região com 18 milhões de pessoas", realçou Johannes Hahn, comissário europeu para o Alargamento.

Entre as medidas políticas e técnicas anunciadas estão iniciativas para reforçar o Estado de direito, intensificar a cooperação reforçada em matéria de segurança e migração, alargar a União da Energia  aos Balcãs Ocidentais, baixar as tarifas de itinerância e implantar a banda larga na região.

Um dos fatores importantes na região é a pressão da Rússia para manter uma esfera de influência.

"Algumas pessoas subestimam a influência da Rússia e outras pensam que essa influência é bastante realista. Diria que a União Europeia deve fazer tudo o que está ao seu alcance. Este é um momento importante para dizer, oficialmente, que o alargamento aos países dos Balcãs voltou a estar na agenda das instituições europeias", afirmou, à euronews, Andor Deli, eurodeputado húngaro do centro-direita.

Entre os factores que dificultam a entrada destes países estão um certo ceticismo dos Estados-membros sobre um novo alargamento, as debilidades locais ao nível da corrupção, Estado de direito e conflitos regionais latentes.

A hostilidade entre a Sérvia e a sua ex-república do Kosovo, que se tornou independente em 2008, é um dos temas mais espinhosos e Bruxelas pede um esforço suplementar para ultrapassar as feridas deixadas pela guerra do final nos anos 90.