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Henri Falcón desafia boicote e avança contra Maduro na Venezuela

Henri Falcón desafia boicote e avança contra Maduro na Venezuela
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De João Paulo Godinho
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O antigo governador do estado de Lara e seguidor de Hugo Chávez decidiu apresentar a sua candidatura à presidência.

Henri Falcón é o nome de que se fala na Venezuela. O antigo governador do estado de Lara e dissidente do 'Chavismo' apresentou a candidatura às eleições presidenciais de 22 de abril, juntando-se ao presidente Nicolas Maduro e outros três candidatos.

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A ideia de um governo de unidade nacional é uma das bandeiras de Falcón, mas como principal cartão de visita este ex-membro do Partido Socialista conseguiu apenas unir a desconfiança de Maduro e da oposição.

O anúncio da candidatura foi recebido com críticas pela Mesa de Unidade Democrática, a coligação opositora na Venezuela, que acusou Falcón de romper o boicote eleitoral e de participar no que diz ser uma "farsa".

"Este é o governo que queremos para a Venezuela: um governo de unidade nacional, que inclui e não exclui; um governo que nos pode salvar desta miséria, desta tragédia, desta 'debacle' em que o governo nos transformou. Repito: um governo incapaz e inepto. É o que queremos para a Venezuela, e é por isso que estamos aqui no Conselho Eleitoral Nacional a exigir todas essas condições", afirmou Falcón.

Entretanto, Nicolas Maduro formalizou também a sua candidatura para mais um mandato de seis anos.

O antigo motorista de autocarros, que sucedeu em 2013 ao falecido Hugo Chávez, enfrenta uma grave crise económica e um país dividido.

Rodeado de apoiantes num comício em Caracas, Maduro jogou ao ataque e acusou a oposição de ter medo de perder nas eleições: "Se eles não se registarem, é porque sabem que nunca vão ganhar eleições contra o povo da Venezuela e Nicolás Maduro."

Com a proibição aos carismáticos Leopoldo Lopez e Henrique Capriles de se candidatarem, a oposição prefere deixar Nicolas Maduro a dançar sozinho, que parte assim como claro favorito para as eleições antecipadas de 22 de abril.

Outras fontes • Reuters

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