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Tusk apela a "unidade transatlântica"

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Tusk apela a "unidade transatlântica"

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O envenenamento de um antigo espião russo em solo britânico pode ter ter implicações para a segurança europeia. O alerta é dado pela embaixadora do Reino Unido em Portugal.

A questão vai estar em cima da mesa na próxima cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos 28, tal como uma eventual guerra comercial com os Estados Unidos que a Europa quer evitar

"Numa altura em que alguém de fora divulga notícias falsas, se intromete nas nossas eleições e ataca pessoas no nosso território com recurso a um agente nervoso, a resposta não deve ser uma quezília transatlântica, mas uma unidade transatlântica" refere Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu.

O eurodeputado britânico, Ashley Fox, eleito pelo Partido Conservador defende que é preciso tomar medidas para mudar o comportamento dos russos.

"Este comportamento segue um padrão: a anexação da Crimeia, ataques informáticos na Estónia e, agora, armas químicas usadas em Salisbury, que faz parte do meu círculo eleitoral. Assistimos a uma tentativa de assassinato de duas pessoas, um homem e a filha. Este é um comportamento inaceitável por parte da Rússia. Trata-se de um ataque ao Reino Unido e o Ocidente deve deixar claro que esse comportamento é absolutamente inaceitável" afirma.

Argumentos que não convencem todos os eurodeputados. Há quem acredite que a única forma de acabar com a tensão passa pelo diálogo e pela cooperação.

"Já estamos numa espiral e, por isso, pergunto, onde nos vai levar a resposta ou as declarações de Theresa May? Como sair desta espiral? Penso que deviam permitir que os russos fossem a Londres ao local onde tudo aconteceu e participassem nas investigações para perceber o que aconteceu" defende o eurodeputado alemão, Helmut Scholz.