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"Deu-lhe um tiro na cabeça e começou a rir"

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"Deu-lhe um tiro na cabeça e começou a rir"

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Na pequena vila de Trèbes, no sul de França, um dia depois do atentado num supermercado que custou a vida a quatro pessoas, a vida continua e começa a regressar à normalidade, apesar da ainda grande presença das forças de segurança e dos meios de comunicação social: "Numa vila sossegada como Trèbes, parece impossível que nos esteja a acontecer isto, mas infelizmente pode acontecer a qualquer um", diz uma mulher, vizinha do supermercado palco do atentado. Outra mulher conta que conhecia duas das vítimas mortais,

"As pessoas corriam por todo o lado, diziam que havia feridos deitados no chão. Ele gritou Allauh Akbar, disse o que reivindicava, começou a disparar sobre toda a gente e matou o chefe dos talhantes, o meu chefe. Depois chegou à caixa e disse para o empregado: 'É assim que fazemos'. Deu-lhe um tiro na cabeça e começou a rir", conta Jacky Largillet, talhante no supermercado e testemunha ocular do atentado.