Caso Skripal: Boris Johnson reforça críticas à Rússia

Caso Skripal: Boris Johnson reforça críticas à Rússia
Direitos de autor REUTERS/Toby Melville
Direitos de autor REUTERS/Toby Melville
De  João Paulo Godinho
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros considerou "rídiculas" as explicações dos responsáveis russos sobre o processo de envenenamento ao antigo espião.

PUBLICIDADE

A tentativa de homicídio por envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e da filha Yulia continua a centrar todas as atenções no Reino Unido. As autoridades acreditam que Skripal foi envenenado à porta de casa, pois foi aí que encontraram a maior concentração do agente neurotóxico utilizado no ataque.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico Boris Johnson, já não restam muitas dúvidas do envolvimento da Rússia.

"Primeiro, disseram-nos que o agente neurotóxico Novichok nunca existiu. Depois, disseram-nos que existia, mas que tinham destruído os stocks ... E então eles afirmaram que a tentativa de assassinato de Sergei e Yulia Skripal era uma vingança pelo suposto envenenamento de Ivan, o Terrível, por parte da Grã-Bretanha, e que fizemos isto para estragar o Campeonato do Mundo. Com efeito, o Ministério dos Negócios Estrangeiros contou até agora 24 explicações ridículas", afirmou o ministro à margem de um banquete.

Já esta quinta-feira, as autoridades russas pediram a Londres o acesso às informações e provas já recolhidas na investigação sobre Yulia Skripal. A Rússia está a desenvolver as suas próprias diligências em relação a esta cidadã russa, num caso que já originou um incidente internacional, com mais de vinte países a expulsarem diplomatas russos.

Sergei e Yulia Skripal continuam internados em estado crítico no hospital, depois de terem sido encontrados inconscientes a 4 de março.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Crise diplomática entre Rússia e Reino Unido agrava-se

"Ataques terroristas em Portugal não podem ser descartados"

Cozinhou, arrumou e até entregou refeições: príncipe William voltou aos compromissos públicos