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A revolta da Juventus no adeus à Champions

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A revolta da Juventus no adeus à Champions

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A Juventus despediu-se esta quarta-feira da Liga dos Campeões, caindo nos quartos de final contra o bicampeão europeu Real Madrid, numa eliminatória trepidante. De nada serviu o triunfo por 1-3 no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, insuficiente para anular os 0-3 sofridos na primeira mão.

Uma grande penalidade polémica, assinalada pelo árbitro inglês Michael Oliver já depois dos 90 minutos, quando o marcador estava 0-3 e anunciava o prolongamento, acabou por sentenciar o jogo, entre a enorme revolta da formação transalpina e o contentamento madrileno.

O histórico capitão Gigi Buffon não calou a indignação e foi expulso antes da grande penalidade, naquele que poderá ter sido o seu último jogo na história da competição. Contudo, após o encontro, o veterano guardião rejeitou qualquer tristeza.

"Não estou triste, carrego dentro de mim um grande orgulho, uma grande dignidade, uma grande felicidade pelo que conseguimos fazer... Acho que o que fizemos esta noite só poderia fazer a 'Juve', com 11 jogadores, na verdade 18. Heróis e guerreiros vestindo a camisa da Juventus", revelou aos jornalistas na zona mista.

A tristeza do campeão italiano foi partilhada pelo seu treinador, Massimiliano Allegri. Na sala de imprensa, o técnico confessou que chegou mesmo a acreditar no prolongamento.

"Penso que a equipa merecia pelo menos o tempo extra, no qual com duas substituições ainda possíveis, tinhamos boas chances de nos qualificarmos", frisou.

Por outro lado, Zinedine Zidane, treinador do Real Madrid, declarou não ter dúvidas sobre o lance. "Se há penalty, há penalty... É simplesmente isso é agora não há que falar mais nada. Passámos, estamos nas meias-finais e estamos felizes", concluiu.

Com este desfecho, o Real Madrid junta-se a Bayern Munique, Liverpool e Roma nas meias-finais da competição.