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Objetivos dos ataques na Síria foram alcançados?

Objetivos dos ataques na Síria foram alcançados?
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De  Luis Guita
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O ex-assessor de defesa do Presidente francês, Emmanuel Macron, o brigadeiro-general, na reforma, Dominique Trinquand, considera que sim, que a operação foi um sucesso, e afirma que os russos foram avisados da operação.

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Quais os objetivos dos ataques da coligação formada por Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria? Foram alcançados? Poderiam levar a um confronto com a Rússia?

Falámos com o brigadeiro-general, reformado, Dominique Trinquand, ex-assessor de defesa do presidente francês, Emmanuel Macron, durante a campanha presidencial do ano passado.

Dominique Trinquand: O objetivo era destruir a capacidade do governo de Bachar al-Assad de usar armas químicas na Síria. Três alvos foram atingidos: um armazém, um laboratório onde foram produzidas armas químicas e o centro de comando que provavelmente dava ordens (para o uso armas químicas). Então, toda a cadeia foi atingida. Se é assim, é um verdadeiro sucesso - o objetivo era exatamente esse, para impedir o uso de armas químicas na Síria.

Euronews: Mas isso não vai enraivecer a Rússia e conduzir a um grande confronto?

Dominique Trinquand: Não, a Rússia não está interessada. A Rússia permitiu a Assad reaparecer na Síria como um vencedor, o que não era o caso quatro anos atrás. Desta vez o futuro da Síria será feito graças à Rússia, Irão, e Turquia, em particular. Por outro lado, a escalada levaria a guerra a outros lugares para além da Síria. O presidente Putin não tem interesse nessa escalada. Todas as medidas foram tomadas para evitar essa escalada. Taticamente, os russos foram avisados ​​de forma a não serem atingidos. A discussão entre o presidente Macron e o presidente Putin, ontem, foi para deixar claro que precisávamos regressar à mesa de negociações. Por isso, agora, o futuro da Síria será inevitavelmente decidido em torno de atores externos que se encontraram em Astana ou Ancara recentemente, Rússia, Turquia e Irão, mas, é óbvio, com a participação da Síria. E agora, esperamos, com os ocidentais, que têm o seu papel a desempenhar, especialmente na reconstrução da Síria.

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