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Presidenciais turcas são novo referendo para Erdogan

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Os eleitores turcos votam este domingo para duas eleições. O voto decorre num contexto de tensão. O estado de emergência está em vigor desde a tentativa de golpe de Estado falhado de julho de 2016.

A população turca deverá escolher um presidente, entre seis candidatos, e eleger os deputados. Há dez partidos na corrida eleitoral.

O resultado do voto será decisivo para determinar se o regime "hiper presidencial", proposto por Recep Tayyip Erdogan entra ou não em vigor.

A revisão constitucional, aprovada por uma curta maioria no referendo de abril de 2017 prevê, entre outras coisas, o aumento dos poderes de presidente e a supressão do cargo de primeiro-ministro.

O líder turco espera reforçar o seu poder durante os próximos cinco anos. A oposição fala em deriva autoritária, repressão e controlo da comunicação social e promete impedir a aplicação da revisão constitucional. Só poderá fazê-lo se obtiver bons resultados nas urnas.

Um cenário possível já que Recep Tayyip Erdogan já não pode tirar partido da divisão da oposição. O sistema político turco prevê alianças eleitorais. O Partido Republicano do Povo, de centro-esquerda, os islamistas do Partido da Felicidade, os ultranacionalistas do Bom Partido e os conservadores do Partido Democrata uniram-se para enfrentar Erdogan nas urnas este domingo.