Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Justiça do Equador dita ordem de prisão preventiva para Rafael Correa

Justiça do Equador dita ordem de prisão preventiva para Rafael Correa
Tamanho do texto Aa Aa

A viver na Bélgica, o ex-Presidente do Equador, Rafael Correa, foi alvo de uma ordem de prisão preventiva por parte de um tribunal do país sul-americano.

Correa deveria ter comparecido esta segunda-feira perante a justiça, em Quito, por causa do alegado envolvimento no sequestro de um adversário político. Desobedeceu e, em vez disso, rumou ao consulado do Equador em Bruxelas.

Através do Twitter disse que a medida "é um grave atropelo da justiça" e dos seus direitos. Sublinhou que "semelhante monstruosidade jamais prosperará num Estado de Direito como a Bélgica", país natal da mulher.

A juíza Daniella Camacho disse, esta terça-feira, ter alertado a Interpol para conseguir a extradição de Correa, apontado por faltar à chamada para comparecer em tribunal.

Raptado em Bogotá, em 2012, o deputado Fernando Balda alega que o ex-Presidente orquestrou o sequestro. Em rota de colisão com Correa, Balda estava acusado de golpe fracassado contra o então chefe de Estado. Foi depois condenado a um ano de prisão por colocar em risco a segurança do Estado.

Em entrevista exclusiva à Euronews, na Bélgica, onde se encontra desde que abandonou o poder, Rafael Correa mostrou-se tranquilo.

O antigo Presidente do Equador insistiu que não restam dúvidas de que se trata de um caso com motivações políticas.

"O problema não é assim tão sério. Lamento ter de dizer que o Equador voltou a ser considerado uma República das Bananas. Nenhum país sério vai ter em conta um mandado de detenção tão claramente político, ilegal e absurdo, a começar pela Bélgica. Mesmo a Interpol, se analisar bem a situação, terá de recusar o 'alerta vermelho' por se tratar de um caso totalmente político", sublinhou Correa.