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301 padres da Pensilvânia acusados de pedofilia

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301 padres da Pensilvânia acusados de pedofilia

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Mais de três centenas de sacerdotes da Igreja Católica Romana do estado norte-americano da Pensilvânia terão abusado sexualmente de crianças, ao longo de 70 anos, e terão sido encobertos pelos bispos.

Mais de mil crianças terão sido vítimas destes predadores.

Estas são as conclusões de um relatório do Supremo Tribunal da Pensilvânia, resultado de uma investigação de dois anos.

As vítimas apontam o dedo à Igreja.

"A punição financeira é a única que a Igreja conhece. Eles não se importam com as crianças, eles importam-se com o dinheiro. Quando eles apanham um padre a roubar a sua diocese, eles chamam os jornalistas. 'Acabamos de prender o padre Fulano de Tal, ele roubou 300 mil dólares, estamos a processá-lo em toda a extensão da lei'", afirma uma vítima, Shaun Dougherty.

A investigação, liderada pelo procurador-geral do estado, Josh Shapiro, tem por base documentos guardados nos arquivos secretos das dioceses, onde se encontram algumas confissões.

Os abusos terão ocorrido em seis das oito dioceses do estado.

"O grande júri descobriu evidências confiáveis de abuso sexual contra 301 padres predadores. Por mais chocante que seja este número, o relatório do grande júri observa que os jurados não nomearam automaticamente todos os sacerdotes mencionados nos documentos e nos arquivos secretos. Eles receberam ficheiros de mais de 400 padres", revela Shapiro.

Para a maioria dos casos relatados é tarde demais e as revelações não poderão conduzir a acusações penais.

O relatório identificou, no entanto, dois padres que podem ser acusados. Um deles abusou sexualmente duas crianças por vários anos, até 2010.