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As novas tecnologias anti-drones atraem os mais ricos

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As novas tecnologias anti-drones atraem os mais ricos

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Uma ameaça que chega do céu. Os drones podem representar, para os serviços de segurança, um alvo a abater. Foi o que aconteceu durante um discuro do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em Caracas. O objetivo seria, de acordo com o Executivo venezuelano, assassinar o chefe de Estado com recurso a explosivos.

Para combater esta nova ameaça é preciso inovar. A start-up britânica Drone Defense concebeu um sistema que interfere com o controlo dos aparelhos à distância.

"Se um agente de segurança se apercebe de um drone e se entende que se trata de uma ameaça, pode usar este dispositivo. O drone é imediatamente desligado, " explica Richard Gill, diretor da Drone Defence.

Em França, foi usado o mesmo método quando os serviços de segurança avistaram um drone perto do Fort Bregançon, a residência de verão do presidente da República. É proibido sobrevoar a zona em época estival.

A start up desenvolveu também um dispositivo com um campo magnético que não permite a entrada dos drones. Os aparelhos são repelidos ao tentar sobrevoar determinado espaço.

"Entre os interessados por esta tecnologia anti-drones temos prisões, Governos e aeroportos," conta Richard Gill.

"Mas também temos clientes muito ricos, que procuram proteger a vida privada da invasão dos drones."

Os drones também já são parte dos teatros de guerra. Tanto grupos rebeldes como os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico usaram drones para lançar granadas.

O desenvolvimento da inteligência artificial poderá tornar mais complexo o controlo dos drones, especialmente para fins bélicos.