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Bósnia é ponto de paragem para migrantes a caminho da Europa

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Bósnia é ponto de paragem para migrantes a caminho da Europa

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A Bósnia-Herzegovina tornou-se, no último ano, um ponto de paragem para muitos migrantes e refugiados provenientes do Médio Oriente, África e Ásia que buscam por uma melhor vida na Europa.

Desde o início de 2018, cerca de 11 mil migrantes entraram no país colocando sobre pressão a pequena república dos Balcãs que ainda está a recuperar-se da guerra de 1992-95.

As autoridades de Sarajevo aumentaram os controlos nas fronteiras com a Sérvia, mas cerca de cinco mil migrantes continuam a entrar no país todas as semanas.

Muitos terminam em campos de acolhimento, com poucas condições, na região de Krajina, a cerca dos mil quilómetros da Croácia, membro da União Europeia.

As organizações humanitárias, no local, estão a ficar desesperadas com a falta de recursos, como confirma o diretor da Cruz Vermelha de Bihac, Abdulah Budimlic: "Estamos a chegar ao fim da nossa linha porque isto já dura há quatro meses e só Deus sabe o que nos espera no futuro."

O autarca de Bihac, Suhret Fazlic, refere: "Perguntamo-nos por que é que eles tiveram de vir para Bihac, mas já que estão aqui, o Estado deve, pelo menos, dar-lhes condições adequadas de vida".

Há uma semana, Bruxelas enviou 6 milhões de euros para ajudar a Bósnia a lidar com o aumento do fluxo migratório.

"Agora que recebemos os fundos doados pela União Europeia, acredito que temos tempo suficiente. Já concordamos com o cronograma, para estabelecer locais adequados para os migrantes e refugiados, onde permanecerão durante o inverno e serão tratados com humanidade", refere o ministro bósnio da Segurança. Dragan Mektic.