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Moscovo foi à ONU acusar Londres de "campanha repugnante"

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Moscovo foi à ONU acusar Londres de "campanha repugnante"

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Não se esperava propriamente que, de repente, Moscovo mudasse de posição quanto ao caso Skripal. Mesmo depois de França, Alemanha, Estados Unidos e Canadá virem apoiar as conclusões das autoridades britânicas, que envolvem os serviços secretos russos no envenenamento do antigo espião.

Face aos outros membros do Conselho de Segurança da ONU, o representante do Kremlin falou em "mentiras" e acusou Londres de não ter provas concretas. Recorde-se que o governo britânico apontou o dedo diretamente a Vladimir Putin.

Segundo o embaixador russo, é Moscovo "que tem pedido a Londres para colaborar, não o contrário. E é Londres que tem recusado a cooperação. Londres precisa desta história porque tem um objetivo: iniciar uma campanha repugnante de histeria contra a Rússia, fazendo com que outros países alinhem também", declarou Vasily Nebenzya.

Já a representante britânica, Karen Pierce, deixou várias críticas à falta de transparência e esta frase: "Não se pede a um incendiário que venha apagar um fogo. Sobretudo, um que tenha sido ele a acender".

Para Londres, não há grandes margens para dúvidas: o ataque foi cometido por dois homens que trabalham para os serviços secretos russos. Ambos são alvo de um mandado de detenção europeu. A polícia britânica reconstituiu o seu percurso no início de março através de câmaras de videovigilância, entre a chegada de Moscovo, a passagem por Londres e a ida a Salisbury, no sul de Inglaterra. Alegadamente, terão utilizado um spray com Novichok na porta da residência dos Skripal.