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Caricatura de Serena Williams provoca polémica

Caricatura de Serena Williams provoca polémica
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A reação de Serena Williams às advertências do árbitro na final do Open dos Estados Unidos continuam a ser tema de discussão no mundo do ténis e fora da modalidade.

O desenho de um caricaturista australiano sobre a atitude da tenista está a ser condenado por muitas pessoas que consideram a obra sexista e racista. Algo que o autor, Mark Knight, não imaginou possível.

O cartoonista do Herald Sun garante que quando desenhou o cartoon "não estava a pensar na política racial na América. Simplesmente vi a tenista número um do mundo, uma das melhores de sempre, que eu admirava e desenhei muitas vezes, ter um discurso tonto. Não esperava que fosse usado como um símbolo de racismo e política de género na América."

A escritora JK Rowling considerou que a caricatura reduziu uma das maiores desportistas vivas a motivos racistas e sexistas.

A discussão de Serena Williams com o árbitro começou quando o português Carlos Ramos a advertiu por receber instruções do treinador, algo proíbido e controverso na modalidade, como reconhece o responsável do Open da Austrália, Craig Tiley.

"O desporto tem de resolver o que fazer com o coaching. Vamos ter treinadores a dar indicações aos atletas? E em que moldes? Tem de ser permitida alguma flexibilidade. Os responsáveis desportivos têm de resolver isto e penso que assim que ficar definido, deixa de haver o problema."

Durante a final, Serena Williams levou três advertências do árbitro. Algo que o campeão masculino do torneio considerou exagerado.

Na conferência de imprensa após a sua final, o sérvio Novak Djokovic considerou que "talvez o árbitro não devesse ter levado a Serena ao limite, especialmente numa final do Grand Slam. Talvez tenha mudado, talvez não, mudou mesmo o rumo do jogo e, em minha opinião, talvez tenha sido desnecessário."

Já a antiga campeã, Martina Navratilova, defendeu que o árbitro português apenas aplicou as regras do jogo e criticou a atitude de Serena Williams, num artigo de opinião no jornal New York Times.