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Espanha e cinco países latino-americanos rejeitam em comunicado conjunto ataque dos EUA à Venezuela

Declaração de rejeição das acções dos EUA na Venezuela, imagem de ficheiro
Declaração de rejeição das acções dos EUA na Venezuela, imagem de ficheiro Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Jesús Maturana
Publicado a Últimas notícias
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Espanha, Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai emitiram uma declaração conjunta em que rejeitam as operações militares unilaterais na Venezuela. Os governos descrevem estas ações como violações do direito internacional e alertam para o risco para a paz regional.

O presidente espanhol, Pedro Sánchez, confirmou numa mensagem no seu perfil na rede social X que Espanha, Brasil, o Chile, Colômbia, México e Uruguai assinaram uma declaração de rejeição das operações militares dos EUA em Caracas, a 3 de janeiro.

A operação envolveu bombardeamentos e a captura e extração do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher. Os governos signatários expressaram a sua total rejeição das ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano.

De acordo com o texto conjunto, estas operações violam os princípios básicos do direito internacional, nomeadamente a proibição do uso da força e o respeito pela soberania territorial estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

O comunicado salienta que estas ações representam um precedente perigoso para a paz e a segurança na região, para além de colocarem em risco direto a população civil venezuelana. Os seis países concordam que qualquer intervenção desta natureza contradiz os quadros jurídicos internacionais existentes.

Ontem, Pedro Sánchez confirmou que, apesar de não terem reconhecido oficialmente o regime de Maduro, não poderão reconhecer uma intervenção que viole o direito internacional.

Apelo ao diálogo e preocupação com os recursos estratégicos

Os signatários insistem que a crise venezuelana só pode ser resolvida pacificamente, através do diálogo e da negociação, sem interferência externa. Defendem que só um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e duradoura.

A declaração também aborda outro ponto sensível: a possível apropriação externa dos recursos naturais ou estratégicos da Venezuela.

Os governos manifestaram a sua preocupação com qualquer tentativa de controlo governamental ou administrativo desses recursos, que consideram incompatível com o direito internacional e que ameaça a estabilidade económica, política e social de toda a região.

Os países reafirmaram o carácter da América Latina e das Caraíbas como uma zona de paz, apelando à unidade regional para além das diferenças ideológicas. O texto apela ao Secretário-Geral das Nações Unidas e aos mecanismos multilaterais para que contribuam para o alívio das tensões e para a preservação da paz na região.

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