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Pessoas: O "dano colateral" do Brexit

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Pessoas: O "dano colateral" do Brexit

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Daniel Cassidy e Caroline Taylor são dois britânicos prestes a também se tornarem belgas.

A mãe, o pai, o avô, o irmão e a cunhada de Daniel votaram todos pela saída do Reino Unido da União Europeia. Uma decisão que ainda hoje não o deixa dormir descansado, quando já só faltam seis meses para o dia da separação.

"Sinto-me ansioso, stressado, isolado, é algo que pesa no nosso dia-a-dia. Muito raramente vemos o nosso governo ou as instituições europeias falarem para nós."

Situação que partilha com a colega Caroline, uma dos cerca de um milhão e 300 mil britânicos que vivem fora do país. Caroline pediu a nacionalidade belga a pensar na família.

"A ideia de viajar como uma britânica com um filho belga no pós-brexit, foi o que me fez tomar a decisão. O que me custa é que não foi uma escolha minha. Foi uma decisão à qual me senti forçada por razões práticas e temos de olhar por nós, porque não sinto que haja alguém a olhar para estas questões práticas por nós neste momento."

Uma decisão que Caroline Taylor vê também como um bom investimento,

"Na realidade até é bastante barato tornar-se belga. Paguei 250 euros, enquanto que para o meu filho se tornar britânico foram mais de mil e cem euros."

Há cada vez mais britânicos que vivem na Bélgica a fazerem este investimento, como mostram os dados do ministério belga da Economia. Em 2015, foram 130 cidadãos britânicos. Em 2017, o número multiplicou por dez e foram cerca de 1300 pedidos.

Um número que deverá ser ainda maior quando forem apurados os dados relativos a este ano.