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Fraca afluência às urnas no referendo macedónio

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Fraca afluência às urnas no referendo macedónio

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Nem o exemplo do primeiro-ministro Zoran Zaev fez com que os números da participação no referendo macedónio fossem expressivos: a meio da jornada, apenas 16% dos eleitores tinha ido às urnas.

Está ainda por saber se isto tem ou não a ver com o apelo ao boicote lançado pelo próprio presidente, que não quer a alteração do nome do país para "República da Macedónia do Norte".

Entre os eleitores que foram, de facto, exercer o direito de voto, encontrámos quem considere que "toda a gente devia fazer o mesmo, porque esta é a última oportunidade de vir a integrar a NATO e a União Europeia. Há 27 anos que existe este problema com a Grécia. É a altura de terminar".

Os observadores internacionais estão já há várias semanas a monitorizar a preparação de um referendo que, para ser válido, tem de contar com uma participação de mais de 50% dos eleitores. O caráter é meramente consultivo, sendo que cabe ao parlamento a última palavra.

"Há cerca de uma centena de equipas em todo o país a acompanhar o processo, desde a abertura das urnas até à contagem dos votos. Mas já tínhamos aqui cerca de dez equipas, que chegaram há mais de um mês para supervisionar tudo o que gira em torno deste voto: o contexto mediático, o quadro legal, o financiamento das campanhas e a organização do referendo", declara Jan Petersen, da OSCE.

A jornalista Fay Doulgkeri aponta que "há cerca de 500 observadores internacionais a acompanhar este referendo. As equipas estão encarregues de anotar todos os detalhes, em comunicação com os membros das mesas eleitorais, de forma a compor um relatório final conjunto".