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Rússia "debaixo de fogo" por ataques cibernéticos

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Rússia "debaixo de fogo" por ataques cibernéticos

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REUTERS/Kevin Lamarque
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A Holanda expulsou quatro espiões russos que tentaram perpetrar um ciberataque contra a Organização para a Proibição de Armas Químicas, com sede em Haia.

O facto ocorreu em abril e foi anunciado, esta quinta-feira, pelo Governo holandês.

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Reino Unido acusou a Rússia de estar por detrás de ataques cibernéticos que ocorreram nos últimos anos em várias empresas e instituições de todo o mundo.

O secretário-geral da NATO declarou apoio aos Governos de Londres e Amesterdão, e acusou o Kremlin de estar a agir de maneira irresponsável.

"A Rússia deve parar com este padrão imprudente de comportamento, incluindo o uso da força contra os seus vizinhos, a tentativa de interferência nos processos eleitorais e campanhas generalizadas de desinformação", afirma Jens Stoltenberg.

Esta quinta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América anunciou ter indiciado sete agentes dos serviços secretos militares da Rússia por uma campanha de ataques cibernéticos contra empresas desportivas, contra uma agência internacional e contra uma empresa norte-americana do ramo da energia nuclear.

"Os russos foram detidos com os equipamentos. As pessoas que estavam a fazer isso têm que pagar o preço, vão ter de ser responsabilizadas. Como respondemos a algo como isto... É uma decisão política das nações envolvidas. Nós estaremos ao seu lado", assegura o secretário norte-americano da Defesa, Jim Marris.

No início desta quinta-feira, o ministério britânico dos Negócios Estrangeiros acusou os serviços secretos militares russos, conhecidos por GRU, de terem perpetrado ciberataques contra instituições políticas, desportivas e empresas dos meios de comunicação social de todo o globo, nos últimos anos.

O Governo russo desmente todas as acusações.