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Estados Unidos acusam russos de ciberataques

Estados Unidos acusam russos de ciberataques
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REUTERS/Kevin Lamarque
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Estados Unidos juntam-se à Holanda e ao Reino Unido na denúncia de uma campanha de ciber-ataques russos à escala global.

Washington acusa sete agentes da secreta russa de conspiração para roubar informação.

Scott Brady, procurador do ministério público norte-americano, adianta que "o alvo era Westinghouse, uma empresa de energia nuclear com sede em Pittsburgh, na Pensilvânia, que fornece energia à Ucrânia. Outro alvo era a Organização para a Proibição de Armas Químicas, que estava a investigar o uso de armas químicas na Síria e o envevenamento de um antigo agente da secreta russa e da sua filha no Reino Unido."

Apontando o dedo à Rússia, John C. Demers, procurador-geral adjunto, diz que "o empenho nestes objetivos mostra a sua sofisticação e o que são os recursos de uma organização de piratas informáticos apoiada pelo Estado."

A Organização para a Proibição de Armas Químicas tem sede em Haia. A Holanda já expulsou 4 agentes da secreta militar russa.

As provas apresentadas pelos britânicos e holandeses apontam para uma acção concertada, logo após o ataque com novichok, o agente neurotóxico, em Inglaterra.

A NATO veio publicamente apoiar as acções dos aliados. "Os aliados da NATO manifestaram solidariedade com a decisão dos governos holandês e britânico de confrontar a Rússia com a tentativa flagrante de minar o direito internacional", diz o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.

As acusações de ciber-ataques ao mais alto nível incluem empresas em vários países, incluindo Rússia e Ucrânia, Estados Unidos e Canadá e acesso a dados do partido democrático norte-americano; aos servidores da FIFA ou da agência anti-dopingo do Canadá.

A Rússia diz que o ocidente sofre de uma "spy mania" - mania de espiões. E refuta todas as acusações.