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Autárquicas: Renamo acusa Frelimo de pôr em causa a paz

Autárquicas: Renamo acusa Frelimo de pôr em causa a paz
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A Renamo ameaça abandonar as negociações de paz com a Frelimo. A principal formação da oposição moçambicana acusa o partido no poder de manipulação dos resultados das eleições autárquicas de quarta-feira, e diz que o partido de Filipe Nyusi está "a empurrar" o país para um novo ciclo de violência.

"Se o voto popular não for respeitado, a Renamo vai romper com as negociações e as consequências que daí advirem serão de inteira responsabilidade do Presidente da República e da Frelimo", afirmou, em teleconferência, o coordenador interino da Renamo, Ossufo Momade considerando que o processo de votação foi "um verdadeiro fiasco".

O referido membro da Resistência Nacional Moçambicana afirma que houve situações em que os presidentes das mesas entregaram mais do que um boletim de voto a um eleitor membros da Frente de Libertação de Moçambique.

"Isto foi constatado um pouco por todos os municípios, com maior incidência em Massinga, na província de Inhambane, Dondo, em Sofala, e Maganja da Costa, na Zambézia", disse Ossufo Momade que acusa ainda o chefe de operações do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) em Marromeu, província de Sofala, e a Polícia de retirarem, ilegalmente, 10 mesas de voto para falsificar resultados.

Momade afirma que o que mais preocupa a Renamo "é o silencio cúmplice do Presidente da República" acrescentando que não querem "guerra, mas também não admitimos e nem aceitamos qualquer tentativa de por em causa a vontade popular".

O coordenador interino da Renamo critica ainda aquilo a que chama de silêncio das organizações da sociedade civil e da comunidade internacional.

Os resultados já apurados pelo STAE e pela Comissão Nacional de Eleições dão conta de que, e quando estavam contados os votos em 34 dos 53 municípios, a Renamo vence em quatro deles, Nampula, por exemplo, e a Frelimo vence nos restantes.