Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Fórum Crans Montana: como criar um novo mundo

Fórum Crans Montana: como criar um novo mundo
Tamanho do texto Aa Aa

Os conflitos mundiais são cada vez mais complicados. Como garantir a segurança num cenário de complexidade crescente? Foi o tema do último fórum Crans Montana em Genebra, na Suíça.

Centenas de personalidades do mundo da política e dos negócios estiveram reunidos em Genebra para falar sobre o estado do mundo.

"O mundo vai mal! A linguagem diplomática desapareceu. Olhe para o que o que se passa em Bruxelas, nas reuniões dos chefes de estado europeus. Há insultos e acusações. É o início de uma nova era extremamente perigosa porque por trás desses comportamentos temos o populismo e a demagogia", declarou Jean-Paul Carteron, presidente honorário e fundador do Fórum Crans Montana.

O ex-presidente da Catalunha considera que o mundo é mais complexo porque os cidadãos estão cada vez mais presentes na arena política.

"É algo que está relacionado com o novo mundo novo para o qual nos dirigimos: a forma de gerir a democracia, a participação dos cidadãos a quem se pede um envolvimento, para criar sociedades organizadas de baixo para cima e não ao contrário", frisou Carles Puigdemont.

Para o presidente da Arménia, antigo professor de Física, o debate político mudou no século XXI, abrindo portas ao que chama de "política quântica".

"Estamos num mundo em que as instituições tradicionais, como os partidos políticos, as instituições e estruturas de poder estão a tornar-se menos relevantes que as novas estruturas que estão a surgir : as redes sociais, os média sociais, a interconectividade, a força das ideias individuais ou das mensagens poderosas. Isto é o novo mundo", disse Armen Sarkissian, presidente da Arménia.

O desafio das guerras híbridas

A antiga primeira-ministra da Ucrânia chama a atenção para o aumento dos conflitos internacionais opacos, na sequência do conflito russo-ucraniano, e denuncia a prevalência dos valores do patriarcado.

"Acredito que todos os desafios que a humanidade enfrenta hoje incluindo as guerras híbridas, a cibersegurança, os ciberataques, têm a mesma raiz, uma liderança irresponsável e agressiva", sublinhou Yulia Tymoshenko.

Também a República Democrática do Congo foi palco de uma guerra com repercussões em toda a região.

"O continente africano tem a forma de um revolver cujo gatilho se situa na República Democrática do Congo devido à nossa situação geoestratégica. Como estamos no centro do continente, se alguém criar problemas ao Congo, é a África inteira que explode!", afirmou Bruno Tshibangu Kalala ministro delegado do primeiro-ministro da República Democrática do Congo.

Em muitos países africanos, a situação já é explosiva. Depois de uma década de melhorias, a fome em África aumenta de novo.

"A razão principal é a guerra, a segunda são as alterações climáticas e a terceira é o abrandamento económico. O tempo está contra nós temos de tomar decisões arrojadas", concluiu Maria Helena Semedo, Diretora da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.