Milhares exigem na rua o fim da violência contra as mulheres

Milhares exigem na rua o fim da violência contra as mulheres
De  Francisco Marques com Ansa, France Press, Lusa
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Manifestações em Roma e em diversas cidades de França anteciparam o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que se assinala este domingo

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Cerca de 150 mil pessoas começaram a celebrar este sábado em Roma o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, uma data instituída pelas Nações unidas e que se assinala este domingo.

A manifestação na capital italiana foi promovida pela organização "Non Una di Meno" ("Nem Uma a Menos") e teve como mote a luta contra a violência de género.

Um dos manifestantes diz-nos que "apenas pela mudança de mentalidade será possível evitar a violência de género". "É um problema cultural. Enquanto se olhar para as mulheres como pessoas diferentes e com menos direitos que os homens não será possível parar com os feminicídios e a violência", considerou este manifestante em Itália.

Em França, mais de 50 mil pessoas (os promotores falam em 80 mil) associaram-se também à marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Só em Paris, concentraram-se 30 mil sob o lema #NousToutes ("todas nós").

Um dos manifestantes que se juntou à marcha na capital francesa afirma ser "importante que também os homens se mobilizem para mostrar às mulheres que já chega delas sofreram e que estão com elas".

"A igualdade vai chegar e homens e mulheres vão bater-se por isso juntos, de mão na mão", prometeu este manifestante em França.

O governo francês associou-se à manifestação. Emmanuel Macron afirmou pelas redes sociais que "a luta contra à violência cometida sobre as mulheres avança a cada dia". "Cada um de nós deve de agir e lutar porque este é um problema de todos", escreveu o presidente francês.

A secretária de Estado para a Igualdade entre Mulheres e Homens defendeu que "a grande manifestação #NousToutes contra os atos de violência sexistas e sexuais deve ser vista e ouvida."

"Saúdo-a e respeito o caráter citadino da manifestação. Como muitos outros, continuo mobilizada sem baixar os braços: devemos fazer todos os dias mais e cada vez melhor, todos juntos", escreveu Marlene Schiappa.

Outras fontes • Le Monde

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