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Ucrânia pede ajuda à Nato para conter a Rússia

Ucrânia pede ajuda à Nato para conter a Rússia
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A guerra de palavras entre a Ucrânia e a Rússia não pára de crescer desde o incidente no estreito de Kerch, com os dois lados a acusarem-se mutuamente de provocações.

A Euronews falou com Andriy Parubiy, presidente do parlamento ucraniano, e Konstantin Kosachev, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Conselho da Federação Russa.

"Estou convencido de que houve uma provocação deliberada das forças russas, a fim de provocar a Ucrânia para medidas mais ativas, semelhante ao que fizeram na Geórgia em 2008. Tivémos informações de que, após esta provocação, as forças regulares russas poderão desencadear ações mais agressivas contra a Ucrânia. É por isso que as autoridades da Ucrânia decidiram impor a lei marcial ", afirma o presidente do parlamento da Ucrânia.

Do lado russo, Konstanti Kosachev, defende-se, acusando também:

"É completamente óbvio que se a Ucrânia, por si só ou com a ajuda de seus aliados, de alguma forma, tentar resolver questões por meios militares, tudo isso se transformará numa derrota militar. O atual presidente provocou imediatamente a imposição da lei marcial, e isso significa apenas uma coisa - isso significa que o próprio incidente foi provocado para possibilitar a imposição da lei marcial ".

Impotente face à presença militar russa na Crimeia, no Mar Negro e no Mar de Azov, a Ucrânia pede ajuda à NATO:

"Pedi ao Secretário-Geral da NATO uma presença maior no Mar Negro, que inclui a presença aérea e naval. Essa pode ser a melhor garantia para a segurança desta área. E também esperamos que o Conselho Transatlântico produza uma resposta forte para este ataque", revela Andriy Parubiy.

A Ucrânia parece não ter dúvidas sobre as ambições expansionistas do presidente russo, como refere o presidente do parlamento: "Sem dúvida que o objetivo de Putin, pode ser o controlo do mar de Azov. Mas acho que as intenções de Putin são muito mais globais e a chave para entender seus planos é sua famosa frase de quando disse que "o colapso da URSS foi a maior tragédia geopolítica do século XX". O que ele realmente quer é restaurar a influência da União Soviética sobre vastos territórios e não apenas no Mar de Azov", disse, acrescentando: "Se ficarmos juntos, ele não atacará ninguém... Hoje os nossos soldados não estão a defender apenas a Ucrânia, mas todo o mundo livre".