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Donald Trump admite agravar taxas às importações e não só à China

Donald Trump falou aos jornalistas antes de embarcar no "Air Force One"
Donald Trump falou aos jornalistas antes de embarcar no "Air Force One" -
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REUTERS/Jonathan Ernst
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Num dia particularmente agitado na Casa Branca, Donald Trump viajou para Buenos Aires para participar numa cimeira do G20 que se prevê vir a ficar marcada pelo braço-de-ferro com a China, mas não só.

Antes de embarcar no Air Force One e já depois de ter reagido à mais recente traição do seu antigo advogado Michael Cohen na investigação â interferência russa nas presidenciais de 2016, o Presidente dos Estados Unidos admitiu estar "muito próximo de conseguir alguma coisa com a China", mas também disse não ter muita vontade de o fazer.

"O que temos agora são milhões e milhões de dólares a entrar nos Estados Unidos sob a forma de tarifas ou taxas, por isso, não sei. O que posso dizer-vos é que estou convicto de que a China quer fazer um acordo. Estou aberto a negociar, mas francamente, gosto do que temos neste momento", afirmou Trump.

Horas antes de deixar a Casa Branca, o presidente tinha sugerido pelo Twiter às fabricantes de automóveis estrangeiras que não queiram pagar impostos no mercado americano para passarem a produzir nos Estados Unidos.

"Se não o fizerem, então vamos continuar a fazer o nosso país tão rico como nunca antes", rematou.

Num novo agravamento da "guerra" comercial com o exterior, Donald Trump também renovou as ameaças de impor tarifas aos carros importados depois de a General Motors anunciar o corte de postos de trabalho e o fecho de fábricas.

De novo pelo Twitter, Trump deu o exemplo da taxa de 25 por cento aplicada a importação de pequenas camionetas para justificar o alegado sucesso da produção americana nesse setor e ameaçou aplicar a mesma medida para relançar a produção de automóveis ligeiros no país onde nasceram os Ford, os Chrysler ou os Cadillac.

A Comissão Europeia revela-se preocupada com um eventual corte unilateral dos Estados Unidos às tréguas aduaneiras com a União Europeia e receia que as tarifas americanas sobre os carros importados avancem mesmo.

O que poderá acontecer em breve, admitiu o comissário Guenter Oettinger, através do respetivo porta-voz.

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