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Conflito agrava prevalência do VIH na Ucrânia

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Conflito agrava prevalência do VIH na Ucrânia

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A Ucrânia tem a maior prevalência de VIH na Europa e o conflito com os separatistas pró-russos, desde 2014, aumentou o risco de casos de infeção com o vírus da Sida, devido à deslocação das pessoas para fugir da violência e à falta de acesso a cuidados de saúde.

Precisamos de um esforço muito grande para criar uma atitude mais tolerante em ralação ao VIH

Vera Varyga Fundadora, associação Mulheres Positivas, Ucrânia

Yelena é soropositiva, natural da região separatista de Luhansk, e decidiu mudar-se com o filho para a capital, Kiev, a fim de receber tratamento. Deixar a família, incluindo o pai que é deficiente, foi muito difícil, disse à euronews.

“Há muita discriminação em Luahansk e muitas pessoas têm armas. Não se trata apenas discriminação contras as mulheres soropositivas, as mulheres em geral são muito assediadas. Mas se descobrirem que uma pessoa tem uma doença perigosa, começam a tratá-la ainda pior”, explicou à enviada especial da euronews, Elena Cavallone.

Um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, divulgado em janeiro passado, revela que a incidência do VIH está a aumentar no país devido ao conflito.

As mulheres estão mais expostas à violência sexual e à prostituição, devido a uma grande presença dos militares e à falta de emprego e de recursos financeiros.

Devido à estigmatização social, o medo e a vergonha fazem com muitas evitem procurar tratamento, ou mesmo fazer um teste de despistagem.

A associação "Mulheres Positivas" trabalha em parceria com uma agência da ONU para dar assistência e informação a mulheres soropositivas.

“A infecção pelo VIH é transmitida não por aqueles que estão infetados e recebem tratamento - porque o nível de de virulência é baixo -, mas sim pelas pessoas que não sabem que estão infetadas porque nunca fizeram o testo ao VIH. É por isso que precisamos de um esforço muito grande para criar uma atitude mais tolerante na sociedade com relação a esse problema", afirmou Vera Varyga, fundadora da "Mulheres Positivas".

O acesso à terapia anti-retroviral aumentou nos últimos anos, no país, mas a alta taxa de novas infeções nas áreas de conflito ameaça ultrapassar essa pequena vitória.