Última hora

Estrasburgo reabre mercado de Natal após morte do suspeito do tiroteio

Mercado de Natal de Estrasburgo reabre esta sexta-feira
Mercado de Natal de Estrasburgo reabre esta sexta-feira -
Direitos de autor
REUTERS/Vincent Kessler
Tamanho do texto Aa Aa

Reabre esta sexta-feira o mercado de Natal de estrasburgo, anunciou o presidente da câmara local, Roland Reis, pouco depois da confirmação oficial da morte do principal suspeito do tiroteio terça-feira à noite naquele mesmo local.

"Obrigado à polícia, à guarda nacional e aos militares. O nosso compromisso contra o terrorismo é total"

Emmanuel Macron Presidente de França

Cherif Chekatt, de 29 anos, foi abatido pela brigada especial da polícia local 49 horas após a troca de tiros junto ao mercado de Natal de Estrasburgo e que se revelou fatal para pelo menos três civis, deuxando ainda 13 feridos, cinco em estado grave.

O suspeito, cadastrado com um ficheiro "S", por potencial jiadismo e perigo para o Estado francês, foi reconhecido por uma mulher, esta quinta-feira, em Neudorf, nos arredores de Estrasburgo, e denunciado à polícia.

Uma operação de busca e captura foi ativada na zona. Pelas 21 horas, o suspeito foi localizado e interpelado por três agentes da brigada especial da polícia de Estrasburgo.

Cherif Chekatt (identificação entretanto confirmada pelas autoridades) respondeu a tiro contra as autoridades e acabou abatido na rua de Lazaret, em Neudorf.

Factos sobre o tiroteio de Estrasburgo

  • Um homem abriu fogo junto ao mercado de Natal de Estrasburgo, terça-feira, 11 de dezembro, pelas 19h50 (hora local);
  • O atirador atingiu vários civis, matando três e ferindo outros 13;
  • O atirador foi ferido num braço pela polícia, mas conseguiu escapar;
  • O principal suspeito foi identificado como Cherif Chekatt, um cidadão francês natural de Estrasburgo, com 29 anos e suspeito de ter sido radicalizado por jiadistas na prisão, mas sem cadastro de terrorismo;
  • Cherif Chekatt foi interpelado pela polícia quinta-feira, 13 de dezembro, pelas 21h, em Neudorf, respondeu a tiro e acabou abatido.

Investigação mantém pista terrorista em aberto

O grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico, também conhecido como "daesh", reivindicou o ataque de terça-feira à noite através da Amaq, a respetiva agência de comunicação, mas por enquanto não existem provas concretas de que tenha sido de facto um atentado jiadista.

Existem apenas alguns testemunhos contraditórios, uns a garantir, outros a negar, de que o atirador de terça-feira à noite tenha gritado "Alahu Akbar" ("Alá é Grande") enquanto disparava.

O ministro francês do Interior admitiu após o anúncio da morte de Cherif Chekatt, esta quinta-feira à noite, que "não existem indícios de que o suspeito tivesse cúmplices."

"A investigação vai prosseguir até que toda a verdade seja conhecida e a segurança seja totalmente garantida aos franceses", prometeu Christophe Castaner, revelando ter existido "uma mobilização extremamente forte, com um importante apoio internacional da Alemanha, mas não só."

O ministro Castaner prometeu ainda marcar presença esta sexta-feira de manhã, pelas 11 horas, no mercado de Natal de Estrasburgo para saudar e agradecer pessoalmente o trabalho das forças de segurança envolvidas na operação de busca e captura do suspeito pelo tiroteio que voltou a ensombrar a França com o receio de um novo ataque terrorista.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.