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Sea Watch: "Destino de 49 migrantes deve ser decidido pela UE"

Sea Watch: "Destino de 49 migrantes deve ser decidido pela UE"
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O destino de 49 migrantes que estão há vários dias a bordo de duas embarcações humanitárias deve ser decidido pela União Europeia. Este é o entendimento da organização não-governamental Sea Watch, que tem no seu barco 32 migrantes, resgatados a 22 de dezembro.

O destino de 49 migrantes que estão há vários dias a bordo de duas embarcações humanitárias deve ser decidido pela União Europeia. Este é o entendimento da organização não-governamental Sea Watch, que tem no seu barco 32 migrantes, resgatados a 22 de dezembro.

"A fronteira e a costa são europeias. É uma responsabilidade europeia e todos os Estados-membros estão a falhar neste momento, porque são incapazes de receber 49 pessoas", sublinha Alina Krobok da Sea Watch.

No dia 3 de janeiro, o presidente da Câmara de Nápoles disse estar disposto a desafiar o ministro italiano do Interior Matteo Salvini e a receber os migrantes do Sea Watch 3.

Contra a opinião dos parceiros de Governo, o líder da Liga, partido de extrema-direita, já disse que jamais vai autorizar a entrada dos migrantes.

No domingo, o Papa pediu aos líderes europeus que mostrem "solidariedade concreta" com os 49 migrantes,

"Só na Alemanha há mais de 30 cidades que concordaram receber estas pessoas. Está a haver solidariedade, também de cidades italianas e através da Europa. É inaceitável que estejamos presos no mar, porque os Estados-Membros ainda estão a jogar com números", afirma.

A Comissão Europeia tem apelado a uma maior solidariedade dos Estados-Membros para com os migrantes resgatados no Mar Mediterrâneo, mas ainda não há uma solução.

Itália e Malta mantêm a porta fechada. Portugal mostrou-se disponível para acolher dez dos migrantes, mas pediu uma "solução integrada".

Os dois navios estão à espera, um há mais de uma semana e o outro há mais de duas, de luz verde para aportar num país europeu da bacia do Mediterrâneo. As condições de saúde das 49 pessoas a bordo, incluindo crianças, estão a piorar e as ONGs tiveram de racionar a água potável. Segundo as organizações, há migrantes que se têm recusado a comer.

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