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Central nuclear espera verbas comunitárias para desmantelamento

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Central nuclear espera verbas comunitárias para desmantelamento
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Ignalina já não produz há quase 10 anos. A central nuclear lituana, construída à semelhança de Chernobyl, espera 780 milhões de euros da União Europeia para ser desmontada.

Dependente das verbas do orçamento plurianual comunitário, tem visto o apoio finaceiro adiado. Enquanto a Europa se preocupa com o Brexit e as contas do abandono do Reino Unido, a Lituânia diz que já não há tempo para mais negociações.

O ministro da Economia, Zygimantas Vaiciunas denuncia a falta de certezas para o projeto avançar. "Os valores têm de estar definidos para podermos iniciar a desativação dos reatores. É por isso que este é um momento crítico e é extremamente importante ter as garantias necessárias e clareza", afirma.

O processo de desmantelamento da central nuclear começou em 2004, com o encerramento da primeira unidade. A segunda foi em 2009. O fecho total do complexo é um projeto a três décadas, agendado para 2038. Nos próximos 10 anos, segue-se a parte mais crítica: a abertura dos reatores.

"Quando começamos a desmontar os reatores, a chegar aos lugares mais perigosos ou a abrir as partes perigosas do reator, temos de ir até o fim, até que esteja terminado. Este é o aspeto mais importante do pedido de apoio financeiro que estamos a submeter à Comissão Europeia", revela o diretor-geral da central, Audius Kamienas.

Da central de Ignalina fazem parte dois reatores nucleares RBMK, os maiores do mundo deste tipo. O custo total do desmantelamento é de três mil e 300 milhões de euros. A Lituânia disponibiliza-se a cobrir 14% das despesas.

De acordo com Zygimantas Vaiciunas, "este não é um projeto lituano. Estamos a ser esquecidos, porque se trata de um legado da União Soviética. No entanto, esta era a condição prévia da nossa adesão à União Europeia. Nessa altura, em 2003, foi decidido que a União Europeia deveria financiar adequadamente o desmantelamento desta central nuclear".

A Comissão Europeia diz ter disponíveis menos 230 milhões do que os recomendados pelo Parlamento Europeu. Mas, apesar de a resolução dos deputados comunitários não ser vinculativa, A Lituânia parte para a mesa das negocições com mais argumentos.